Lula envia recursos brasileiros à Venezuela de Maduro após terremotos

Rafael Ramos
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O governo Lula confirmou envio de alimentos, água e Defesa Civil à Venezuela. A decisão foi tomada após ligação direta com Delcy Rodríguez, vice de Maduro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta quinta-feira, 25/06, que conversou por telefone com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, para oferecer assistência humanitária após a série de terremotos que abalou o país vizinho. Segundo Lula, o governo brasileiro vai mobilizar recursos logísticos, alimentos, água potável, medicamentos e equipes da Defesa Civil para apoiar as autoridades venezuelanas no socorro às vítimas.

“Fizemos uma reunião com vários ministros e falei com a presidente Delcy. Afirmamos que vamos mandar o que for necessário para lá. Comida, água, Defesa Civil, remédios… Temos que aplaudir de pé o povo da Venezuela. Temos que fazer todo o esforço possível para ajudá-los a sair dessa confusão”, disse Lula durante anúncio de investimentos em Mato Grosso do Sul.

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O Ministério das Relações Exteriores informou na noite de quarta-feira, 24/06, que não havia registro de brasileiros entre os atingidos pelos tremores até a divulgação do comunicado, por volta das 22h. Mesmo assim, a pasta mantém contato com o corpo diplomático em Caracas para monitorar a situação e adotar medidas de apoio consular, caso necessário.

Os terremotos ocorreram na tarde de quarta-feira e tiveram epicentro a cerca de 160 quilômetros a oeste de Caracas. O primeiro abalo foi medido em 7,2 graus de magnitude, seguido menos de um minuto depois por um segundo tremor de 7,5, conforme dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O impacto provocou desabamentos de edifícios, danos estruturais e interrupções no fornecimento de energia em diversos pontos da capital.

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“Alguns prédios desabaram em Caracas, casas vieram abaixo”, relatou o ministro do Interior, Diosdado Cabello, em entrevista à televisão estatal.

Até o momento, as autoridades venezuelanas não divulgaram números oficiais de mortos ou feridos. Delcy Rodríguez afirmou que deverá decretar estado de emergência para agilizar a mobilização de recursos e confirmou o fechamento temporário do Aeroporto Internacional de Caracas devido aos danos na pista e em terminais.

Equipes de busca e salvamento do México e dos Estados Unidos já foram destacadas para auxiliar nos trabalhos de resgate. Um site de monitoramento civil, não oficial, registrou cerca de 42 mil pessoas desaparecidas, informação que ainda carece de validação pelos órgãos competentes. Especialistas alertam que o sistema de saúde venezuelano enfrenta sobrecarga diante do aumento abrupto na demanda por atendimentos.

No Brasil, a Casa Civil, o Ministério da Defesa e o Ministério da Saúde discutem a melhor forma de transporte dos suprimentos, que inclui a possibilidade de envio por via aérea a partir de Boa Vista (RR) ou Manaus (AM). A Força Aérea Brasileira dispõe de aeronaves de grande porte capazes de levar até 18 toneladas de carga em cada voo. Integrantes da Defesa Civil nacional e do Corpo de Bombeiros também se colocaram à disposição para atuar em missões de levantamento de danos e de apoio técnico à reconstrução.

Além da ajuda emergencial, Brasília avalia propor ao governo venezuelano um plano de cooperação de médio prazo para restauração de infraestrutura crítica, sobretudo em regiões onde escolas e hospitais ficaram comprometidos. Representantes dos dois países devem voltar a se reunir nos próximos dias para definir prioridades, cronograma e logística de distribuição dos itens enviados pelo Brasil.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.
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