Lula empata na Quaest: aprovação e desaprovação dividem o país

Rafael Ramos
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Pesquisa revela Brasil rachado: 48% aprovam e 47% reprovam o governo Lula. Levantamento do Banco Genial ouviu mais de 2 mil eleitores e acende alerta para 2026.

O mais recente levantamento da Quaest, divulgado nesta quarta-feira, 15 de julho de 2026, indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 48% de aprovação e 47% de desaprovação entre os brasileiros entrevistados. Pela primeira vez desde dezembro de 2024, o saldo de avaliação do governo torna-se positivo dentro da série histórica acompanhada pela consultoria.

O estudo foi encomendado pelo Banco Genial e realizado em parceria com o Grupo Globo. Segundo a ficha técnica, 2.004 eleitores foram ouvidos em 120 municípios entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-07181/2026, e o custo informado da pesquisa soma R$ 433.255,92.

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Além dos índices de aprovação e desaprovação, a Quaest também mediu a avaliação da administração federal. De acordo com os resultados, 36% dos participantes classificam o governo como “positivo”, enquanto 26% o consideram “regular” e outros 36% o avaliam como “negativo”. Apenas 2% não souberam ou não quiseram responder.

Os números marcam uma inversão em relação ao levantamento anterior, realizado em abril deste ano, quando a aprovação estava em 47% e a desaprovação em 48%. A variação, embora dentro da margem de erro, sugere uma tendência de recuperação da popularidade presidencial em meio ao segundo semestre do mandato.

Na série trimestral de pesquisas da Quaest, o governo vinha enfrentando oscilações desde o início de 2025, com índices de desaprovação que chegaram a superar a aprovação de maneira consistente. A modesta melhora captada agora representa um ponto fora da curva dos últimos 18 meses, mas ainda mantém o quadro de polarização na opinião pública, uma vez que os percentuais de aprovação e desaprovação permanecem muito próximos.

Analistas políticos apontam que fatores como a queda gradual da inflação, o recuo dos juros básicos e a recente aprovação de projetos prioritários no Congresso podem ter influenciado positivamente a percepção popular. Entretanto, a pesquisa não detalha quais temas pesaram mais na avaliação do eleitor.

Em relação ao perfil dos entrevistados, o instituto adotou cotas proporcionais de gênero, faixa etária, escolaridade, renda e distribuição regional, seguindo as informações do Censo. A coleta de dados foi feita por meio de entrevistas presenciais domiciliares conduzidas por pesquisadores treinados.

Apesar do saldo favorável, o cenário continua dividido. A diferença de um ponto percentual entre aprovação e desaprovação permanece dentro da margem de erro, sinalizando que o governo não possui folga confortável junto ao eleitorado. Por esse motivo, especialistas ressaltam que novas pesquisas serão necessárias para confirmar se a ligeira vantagem obtida se consolida nos próximos meses.

O levantamento também comparou a imagem de outras autoridades, mas os resultados detalhados sobre líderes do Legislativo e possíveis pré-candidatos ao Planalto não foram discutidos na divulgação resumida desta quarta-feira.

Com a proximidade do último terço do mandato, partidos de oposição e situação acompanham os dados de popularidade como termômetro para estratégias futuras. A avaliação captada pela Quaest serve, portanto, como termômetro parcial do humor do eleitorado em meio a um ambiente político ainda fortemente polarizado.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.
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