Lula critica ONU e alerta sobre neocolonização em Bogotá

Talita Anne
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Lula critica ONU – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em discurso no Fórum Celac-África realizado em Bogotá, estar “indignado com a passividade” do Conselho de Segurança das Nações Unidas diante dos conflitos armados.

Críticas ao Conselho de Segurança

Segundo Lula, o órgão foi criado “para tentar manter a paz”, mas seus membros permanentes “são eles que estão fazendo as guerras”.

“O que estamos assistindo é a falta total de funcionamento das Nações Unidas”, declarou.

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O presidente mencionou a Faixa de Gaza, Iraque, Líbia, Ucrânia e Irã como exemplos de crises não resolvidas.

Defesa de países latino-americanos e africanos

Lula disse ter viajado à Colômbia especialmente para participar do encontro e reforçou que nações mais poderosas não podem se considerar “donas dos países mais frágeis”. Ele questionou ações contra Cuba e Venezuela e indagou em que parte da Carta da ONU está previsto que um presidente possa invadir outro país.

Referência a declarações de Donald Trump

O chefe do Executivo citou ameaças feitas pelo ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que disse ter “a honra de tomar o controle de Cuba”.

“Quero dizer libertá-la ou tomá-la. Acho que posso fazer o que quiser”, afirmou Trump, segundo Lula.

Alerta sobre minerais críticos

Lula advertiu que, após explorarem outros recursos, as grandes potências agora “querem ser donas dos minerais críticos e terras raras” existentes em países em desenvolvimento.

embaixada de cuba na costa rica

“É a chance da Bolívia, da África, da América Latina não aceitar ser apenas exportadora de minerais”, afirmou, batendo na mesa.

Preocupação com a escalada de conflitos

O presidente avaliou que o mundo vive a “maior concentração de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial”, o que, segundo ele, eleva preços de energia e alimentos e afasta o desenvolvimento.

Dívida histórica com a África

Lula lembrou políticas de igualdade racial implementadas no Brasil, como as leis de cotas, mas disse que o país ainda está “longe de pagar sua dívida com a África por 350 anos de escravidão”.

Ele ressaltou que a União Africana inspira processos de integração regional apesar de adversidades políticas internas.

Fonte: Estadão

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Talita Anne é jornalista, cantora e professora de japonês a distância. Nascida em São Paulo, viveu anos no Japão e traz na escrita a sensibilidade de quem conviveu com culturas distintas. Apaixonada por animais e por histórias que aproximam as pessoas, escreve sobre educação, cultura, comportamento e bem-estar animal.
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