Lula condena pressões estrangeiras e cobra a ONU – Durante a 10ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Celac e o I Fórum Celac-África, em Bogotá, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou nações ricas de intimidar a América Latina e o Caribe e de retomar práticas colonialistas.
Críticas a intervenções e sanções
Lula questionou a legitimidade de intervenções externas em países como Cuba e Venezuela.
“Não é possível alguém achar que é dono dos outros países”, declarou.
Ele perguntou em qual artigo da Carta da ONU está autorizado um presidente a invadir outro território, afirmando que não há base legal nem mesmo na Bíblia para tal ação.
Minerais críticos e desenvolvimento
O presidente citou a Bolívia como exemplo de pressão por minerais estratégicos, especialmente lítio, essencial para baterias elétricas.
“Já levaram quase tudo da Bolívia. Agora é a chance de não sermos apenas exportadores”, acrescentou.
Segundo Lula, esses recursos devem impulsionar tecnologia e combustíveis alternativos nos países produtores.
Cobrança de reforma no Conselho de Segurança
Para o chefe do Executivo brasileiro, o Conselho de Segurança da ONU fracassa ao impedir conflitos.
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“Foram criados para manter a paz e são eles que estão fazendo as guerras”, afirmou.
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Lula defendeu uma reunião extraordinária para redefinir o papel dos membros permanentes e ampliar a representatividade do órgão.
Gastos militares versus fome
O presidente comparou os US$ 2,7 trilhões destinados a armamentos no ano passado aos 630 milhões de pessoas que ainda passam fome.
“Essa é a guerra que temos que fazer para acabar com a fome”, disse.
Multilateralismo Celac-África
Lula ressaltou que os 55 países da União Africana e os 33 da Celac somam 2,2 bilhões de habitantes e devem cooperar em clima, meio ambiente, transição energética e inteligência artificial.
Ele pediu que o Atlântico Sul permaneça livre de disputas geopolíticas externas.
Participação na cúpula
Além de Lula, acompanham o encontro o presidente colombiano Gustavo Petro, o uruguaio Yamandú Orsi, o primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas Ralph Gonsalves e 20 chanceleres.
Fonte: Agência Brasil
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