ALEMANHA — Nesta segunda-feira (dia/mês não informado), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a possível retomada de hostilidades entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio como “guerra da insensatez”.
- Em resumo: Lula diz que o conflito poderia ser evitado sem “nenhuma morte” se EUA e Irã retomassem a mesa de negociação.
Lula cobra negociação e descarta demonstrações de força
O chefe do Executivo avaliou que Washington, “um país muito forte”, não precisaria “demonstrar força todo dia”. Ele reforçou que diálogos diplomáticos evitariam bombardeios e perdas humanas, citando diretamente o governo dos Estados Unidos.
As declarações foram dadas a jornalistas durante agenda oficial na Alemanha.
“É uma guerra que não precisaria ter acontecido. Acho que os americanos são reconhecidamente um país muito forte. Não precisam ficar demonstrando força todo dia. Muitas coisas poderiam ser resolvidas sem nenhuma morte, sem nenhuma bomba, sentados à mesa de negociação.”, afirmou Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República.
Presidente retoma acordo Brasil-Turquia-Irã de 2010
Lula lembrou que, em 2010, Brasil, Turquia e Irã firmaram entendimento para limitar o enriquecimento de urânio iraniano, mas “os Estados Unidos não aceitaram. E nem a União Europeia”. Segundo ele, o impasse atual repete as mesmas discussões de 14 anos atrás.
“Na verdade, eles estão pagando o preço da insensatez com um acordo que resolvia o problema.”, disse o presidente.
“Não quiseram aceitar o acordo e, agora, estão, outra vez, discutindo a mesma coisa que teria sido resolvida em 2010. Por isso acho que é a guerra da insensatez. E quem vai pagar o preço disso é a pessoa que vai comprar carne, feijão, arroz. É o caminhoneiro que trabalha que vai pagar mais caro pelo combustível”, completou Lula.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil
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