Lula alterna retórica antiamericana e tom conciliador

República da Verdade
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Lula – O texto sustenta que o presidente brasileiro adota dois registros de discurso sobre os Estados Unidos e Donald Trump, conciliador em ambientes institucionais internacionais e combativo quando fala a plateias ligadas à sua base política.

Duplo discurso no exterior e entre aliados

Segundo o artigo, desde o distensionamento das relações bilaterais, Lula tem mantido um tom ameno ao tratar dos EUA em fóruns formais. Já diante de públicos “mais domesticados”, como no Fórum Celac-África, ele critica duramente Trump para reforçar a imagem de líder contra o imperialismo.

Manipulação da linguagem como tradição

A análise recorda a frase de François Furet —

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“Mais que uma ação, a Revolução é uma linguagem”

— para afirmar que revolucionários marxista-leninistas dominam a alteração do sentido das palavras.

George Orwell é citado pela criação da “novilíngua”, enquanto Alain Besançon teria apontado que termos como justiça e liberdade mantêm apenas “relação de homonímia” com os significados originais. O artigo relaciona esses conceitos ao “duplipensar”, prática de adaptar o discurso ao público.

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Referências históricas e soviéticas

O texto afirma que dirigentes comunistas, de Lenin a Fidel Castro, usaram pragmatismo semelhante. Documentos da KGB mostrariam que, desde 1961, Terceiro Mundo e América Latina se tornaram alvos da propaganda antiamericana liderada por Alexander Shelepin e Yuri Andropov sob Kruschev.

A retórica anticolonialista, prossegue o artigo, inspirou a criação do Foro de São Paulo nos anos 1990 e ainda seria reativada por Lula, mesmo após o fim da Guerra Fria.

Alegação de posse “ilegítima”

O autor descreve o presidente como “Descondenado-em-chefe” e afirma que ele ocupa “ilegitimamente” o cargo após um “golpe de Estado jurídico” do STF contra Jair Bolsonaro.

Fonte: Revista Oeste

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