Lei Felca é promulgada; Lula exalta apoio de Janja e Motta

República da Verdade
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Lei Felca sancionada – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva promulgou a Lei Felca, também chamada de ECA Digital, durante cerimônia no Palácio do Planalto. A norma estabelece novas regras para o uso da internet por crianças e adolescentes e amplia a responsabilidade de plataformas digitais na prevenção de crimes.

Reconhecimento a aliados

No início do discurso, Lula agradeceu o trabalho da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

“Eu quero começar esse dia histórico agradecendo todo o trabalho que a minha esposa, a minha querida Janja, tem feito. Quero agradecer ao deputado Hugo Motta, presidente da Câmara, por votar em tão pouco tempo um projeto muito importante”, declarou.

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O presidente classificou a data como “histórica para as famílias brasileiras” e afirmou que a lei inaugura “um dos marcos regulatórios mais avançados do mundo para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital”.

Controle de conteúdos on-line

Lula defendeu maior vigilância sobre publicações virtuais, citando episódios de violência, exploração e desafios perigosos nas redes.

“Que fique bem claro: o que é crime no mundo real é crime no ambiente digital e os criminosos sofrerão os rigores da lei”, afirmou. “Essa segurança não pode ser responsabilidade apenas das mães e dos pais. É das plataformas, do Estado, das famílias e de toda a sociedade.”

Ele acrescentou que nenhuma lei, sozinha, é suficiente, reforçando a necessidade de regulamentação e coordenação contínuas.

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O deputado Hugo Motta reforçou a ideia de prevenção:

“Não podemos ser reativos, esperando que os crimes ocorram para agir. Precisamos nos antecipar para garantir que nada de ruim aconteça com nossas crianças e adolescentes, no curto, médio e longo prazos.”

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Pontos principais da Lei Felca

  • Retirada de conteúdos ilegais sem necessidade de ordem judicial;
  • Comunicação obrigatória de crimes às autoridades, como a Polícia Federal;
  • Ferramentas de controle parental para limitar tempo de uso e interações;
  • Verificação de idade para acesso a determinados conteúdos;
  • Responsabilização das plataformas por publicações prejudiciais a menores;
  • Medidas contra a “adultização precoce” de crianças.

A legislação também reforça o papel da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) na fiscalização do uso de informações pessoais.

“Se alguém usar a verificação de idade para bisbilhotar a vida das pessoas ou ganhar dinheiro com os dados delas, a ANPD tem que cobrar”, disse Lula.





Vetos e ajustes realizados

Ao sancionar o texto, o governo retirou ou modificou trechos para evitar conflitos com a Lei Geral de Proteção de Dados e com dispositivos já vigentes:

  • Responsabilização automática: foi evitada a atribuição de culpa imediata às plataformas antes de notificação sobre conteúdo ilegal.
  • Verificação etária com coleta extensa: o Executivo limitou exigências que poderiam demandar dados sensíveis dos usuários.
  • Obrigações genéricas: dispositivos considerados vagos, sem critérios técnicos claros, foram suprimidos.
  • Remoção imediata sem parâmetros: ajustes impediram que conteúdos potencialmente prejudiciais fossem eliminados sem delimitação objetiva.

Segundo o Planalto, as mudanças buscam equilibrar proteção infantil e segurança jurídica.

Fonte: Revista Oeste

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