José Dirceu – O ex-ministro da Casa Civil celebrou 80 anos em um restaurante de luxo em Brasília, onde reuniu ministros do governo, políticos do Centrão e lideranças petistas e aproveitou o discurso para atacar o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), pré-candidato à Presidência.
Críticas a Flávio Bolsonaro
Dirceu afirmou que o parlamentar representa o retorno da extrema direita ao Planalto e advertiu que a “soberania do Brasil está em jogo” nas próximas eleições.
“Ele quer regredir o Brasil para o século 19”, declarou, ao relacionar o programa do senador ao do presidente argentino Javier Milei — com propostas de desvincular o salário mínimo das aposentadorias, privatizar bancos públicos e a Petrobras e eliminar os pisos de saúde e educação.
“Não podemos nos enganar, a volta do bolsonarismo se chama Flávio Bolsonaro. […] O Brasil vai ser governado pelo Trump, pelos interesses dos Estados Unidos, pelo império e pela guerra”, completou.
Elogios a Lula e estratégia eleitoral
O ex-ministro elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dizendo que, durante a crise do tarifaço, o chefe do Executivo mostrou capacidade de conduzir o país em meio a conflitos internacionais.
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“Essa não é campanha de Lulinha paz e amor. Precisamos conquistar a maioria do povo brasileiro para uma revolução política e social no Brasil”, afirmou.
Corrupção e exemplos históricos
Condenado no Mensalão e na Operação Lava Jato, Dirceu defendeu investigações sobre fraudes bilionárias nos descontos do INSS e no Banco Master. Ele observou que políticos de direita costumam erguer a bandeira anticorrupção, citando Jânio Quadros, Fernando Collor, Jair Bolsonaro e presidentes do regime militar (1964-1985).

“É preciso ir ao fundo no caso do Master e do INSS, mas lembrar de Jânio Quadros, Collor, Bolsonaro e da própria ditadura, que foi dada em nome da luta contra a corrupção”, disse.
Presenças na comemoração
Entre os convidados estavam o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), e os ministros Camilo Santana (Educação), Esther Dweck (Gestão), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Wolney Queiroz (Previdência Social).
Do Centrão compareceram o líder do PSD na Câmara, Antonio Brito (BA), o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o deputado Celso Sabino (PA), ex-ministro do Turismo. Dirceu aproveitou para defender uma renovação no Congresso Nacional.
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