Irã ameaça complexos petrolíferos no Golfo – O governo iraniano determinou a retirada imediata de trabalhadores e moradores de cinco grandes instalações de petróleo e gás na Arábia Saudita, no Catar e nos Emirados Árabes Unidos, alegando que esses locais se tornaram “alvos legítimos” após bombardeios contra estruturas energéticas iranianas.
Instalações sob risco
Foram citados como potenciais alvos a refinaria Samref e o complexo petroquímico Al-Jubail, em território saudita; o campo de gás Al-Hosn, nos Emirados; além do complexo petroquímico Al-Mesaieed e a refinaria de Ras Laffan, ambos no Catar.
“Esses locais agora são alvos legítimos e podem ser atingidos nas próximas horas, instando os moradores locais a se deslocarem imediatamente para locais seguros”, informou a Guarda Revolucionária Islâmica em comunicado divulgado pela emissora estatal Press TV.
A corporação militar também recomendou que a população mantenha distância de “qualquer infraestrutura petrolífera associada aos Estados Unidos”.
Ameaça de retaliação
Segundo Teerã, a medida responde a ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o campo de gás South Pars, na fronteira com o Catar, e contra instalações de refino em Asaluyed, na costa iraniana.
Em nota reproduzida pela agência Fars News, uma fonte militar advertiu que a ofensiva causará novo abalo nos mercados globais de energia e “roubará a estabilidade dos regimes que apoiam o inimigo na região”.
O texto acusa ainda as monarquias árabes do Golfo de ignorarem alertas anteriores e seguirem uma “subserviência cega”.
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Impacto imediato nos preços
No mercado internacional, o barril do Brent registrava alta de cerca de 5%, negociado a US$ 108. A valorização dos combustíveis vem ocorrendo desde o início da guerra, agravada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente 25% do petróleo mundial.
Reações dos vizinhos
O ministro das Relações Exteriores do Catar, Majed Al Ansari, classificou o ataque israelense às instalações energéticas iranianas como “irresponsável”.
“Atacar infraestruturas energéticas constitui uma ameaça à segurança energética global, bem como aos povos da região e ao seu meio ambiente. Reiteramos a necessidade de evitar ataques contra instalações vitais”, declarou o chanceler catariano.
A Arábia Saudita agendou para a noite desta quarta-feira (18) uma reunião em Riad com países árabes e islâmicos para discutir a escalada do conflito e “aprimorar a consulta e a coordenação sobre formas de apoiar a segurança e a estabilidade regional”.
Riad informou ainda a interceptação de dois mísseis balísticos e um drone na região leste do país, no mesmo dia.
Fonte: Agência Brasil
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