Irã reafirma controle sobre o Estreito de Ormuz – A Guarda Revolucionária Islâmica declarou que a passagem estratégica “jamais voltará a ser como era, especialmente para os EUA e Israel”, contrariando o prazo imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump para a reabertura da rota.
Ameaças de Washington
Trump advertiu que lançará “o inferno” contra o Irã se a navegação no Estreito não for restabelecida. O mandatário também ameaçou “destruir o Irã enquanto nação”, com quase 90 milhões de habitantes, caso Teerã não aceite as condições fixadas por Washington para encerrar a guerra.
Nova ordem de navegação
Segundo comunicado divulgado pela Marinha da Guarda Revolucionária, “os preparativos operacionais para a nova ordem do Golfo Pérsico” estão em fase final. As autoridades iranianas afirmam que as futuras regras de passagem serão definidas em conjunto com Omã, sem interferência de potências estrangeiras. Desde o início do conflito, apenas navios autorizados por Teerã podem cruzar o canal, responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás.
Propostas rejeitadas
Circula um documento de 15 pontos apresentado pelos EUA que exige, entre outros itens, o fim do programa nuclear pacífico iraniano e o desmantelamento do arsenal balístico. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, classificou as exigências como “altamente excessivas, incomuns e ilógicas”.
Teerã condiciona qualquer acordo ao pagamento de compensações pelos danos sofridos, à retirada definitiva das bases militares norte-americanas da região e ao encerramento total das frentes de combate, inclusive no Líbano e na Faixa de Gaza.
Escalada militar
Em vídeo divulgado pelo Quartel-General Khatam al-Anbiya, o porta-voz Ibrahim Zulfiqari anunciou a 98ª onda de ataques iranianos contra instalações ligadas a EUA e Israel no Oriente Médio. Entre os alvos citados estão o navio porta-contêineres SDN& e pontos considerados estratégicos em Tel Aviv, Haifa, Be’er Sheva e Bat Hafer.

“Caso os ataques a alvos civis se repitam, a próxima fase de nossas operações ofensivas e retaliatórias será muito mais intensa e abrangerá toda a região, multiplicando as perdas do inimigo”, afirmou Zulfiqari.
Paralelamente, o porta-voz do Exército, brigadeiro-general Mohammad Akraminia, declarou que o “inimigo” já falhou em atingir seus objetivos e precisa ser levado a um “arrependimento genuíno” para evitar novos confrontos.
Baixa na liderança iraniana
O governo iraniano confirmou a morte do chefe de inteligência da Guarda Revolucionária, brigadeiro-general Seyed Majid Khademi, em ataque aéreo israelense em Teerã.
Fonte: Agência Brasil
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