IRÃ — Nesta segunda-feira (4/05), a Guarda Revolucionária negou que navios comerciais norte-americanos tenham cruzado o Estreito de Ormuz escoltados por destróieres dos Estados Unidos, contrariando nota do Comando Central americano.
- Em resumo: Teerã rejeita a versão de Washington, e a cotação do Brent sobe 5%.
Versões opostas sobre o tráfego no estreito
O Comando Central dos EUA informou que dois mercantes com bandeira norte-americana teriam sido acompanhados por navios de guerra “com sucesso” pelo corredor estratégico horas antes da nota iraniana.
Teerã contestou imediatamente o anúncio e divulgou novo mapa com duas linhas de “fronteira de controle” sobre a rota marítima.
“Nenhum navio comercial ou petroleiro passou pelo Estreito de Ormuz nas últimas horas, e as alegações das autoridades americanas são infundadas e completamente falsas”, informou a Guarda Revolucionária do Irã, em comunicado.
“Como primeiro passo, dois navios mercantes de bandeira americana atravessaram com sucesso o Estreito de Ormuz e estão a caminho de sua jornada em segurança”, diz nota dos militares dos EUA.
Mercado reage e Trump lança ameaça
Com cerca de 20% do petróleo global passando por Ormuz, a tensão elevou o barril Brent em 5%, ultrapassando US$ 114.
Pelo X — rede social do ex-presidente —, Donald Trump avisou que impedimentos “terão de ser combatidos com firmeza”.

“Essa interferência terá, infelizmente, de ser combatida com firmeza”, escreveu Donald Trump, ex-presidente dos EUA.
“[Navios] devem se abster de qualquer tentativa de passar pelo Estreito de Ormuz sem coordenação com as Forças Armadas estacionadas lá para não colocar em risco sua segurança”, alertou o major-general Ali Abdollahi, das Forças Armadas iranianas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Tasnim News Agency
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