Irã ataca bases dos EUA no Bahrein, Kuwait e Jordânia em retaliação

Robson Alves
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A Guarda Revolucionária confirmou ataques a instalações americanas em três países do Oriente Médio. A escalada militar entre Irã e EUA aprofunda a crise no Golfo Pérsico e ameaça a estabilidade global.

A Guarda Revolucionária do Irã confirmou nesta segunda-feira, 13 de julho, que lançou ataques contra instalações militares dos Estados Unidos no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia. A operação, anunciada pela agência estatal iraniana, foi apresentada como retaliação aos bombardeios realizados por Washington contra alvos iranianos nos últimos dias.

Segundo Teerã, a ação marca mais um capítulo da escalada iniciada em 28 de fevereiro de 2026, quando os dois países voltaram a trocar fogo de forma direta. Desde então, sucessivas ofensivas têm elevado a tensão no Golfo Pérsico.

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No Bahrein, mísseis atingiram a base aérea de Sheikh Isa, utilizada por forças norte-americanas para operações de patrulha na região. O Ministério do Interior bareinita confirmou o acionamento das sirenes de alerta, a segunda ativação desde o início da atual onda de retaliação.

No Kuwait, instalações sob comando dos EUA também foram alvo de projéteis, embora ainda não haja balanço oficial sobre danos ou vítimas. Já na Jordânia, o Irã afirmou que drones e mísseis provocaram incêndios em áreas de armazenamento da base Prince Hassan, empregada por militares norte-americanos em missões de apoio logístico.

A nota iraniana acrescentou que sistemas de radar em Omã teriam sido destruídos. As autoridades omanenses, porém, não se pronunciaram até o momento sobre eventuais impactos em seu território.

Ao mesmo tempo, Teerã manteve a pressão sobre o tráfego marítimo no estreito de Ormuz, ponto estratégico para o transporte global de petróleo e gás. A recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico declarou que a passagem permanecerá fechada até que haja

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“estabilidade e calma”

na região.

A Guarda Revolucionária também ameaçou abandonar o acordo de cessar-fogo assinado com os Estados Unidos em 17 de junho. O pacto, que estabeleceu 60 dias para negociações de um trato definitivo, pode ruir caso, nas palavras do regime, Washington

“deixe de cumprir compromissos”

.

De seu lado, o Comando Central norte-americano informou ter realizado, em 11 de julho, ataques contra 140 posições iranianas, totalizando mais de 300 alvos atingidos em três noites de operações. O objetivo, segundo nota oficial, seria reduzir a capacidade do Irã de atacar embarcações comerciais que cruzam Ormuz.

A intensificação das hostilidades repercutiu nos mercados de energia. O petróleo Brent avançou 4,3% e fechou o dia a US$ 79,31 por barril, ainda abaixo dos picos observados nos primeiros meses do conflito.

Até o momento, não há confirmação de número de feridos ou mortos nos dois lados. Autoridades norte-americanas informaram que avaliações de danos continuam em andamento e que medidas adicionais de proteção a tropas e ativos na região não estão descartadas.

Analistas alertam que novos episódios de confronto podem pressionar ainda mais os preços do petróleo e complicar negociações diplomáticas já fragilizadas. Para eles, a resposta de Washington aos ataques desta segunda-feira será determinante para o rumo das conversas de paz programadas para agosto.

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.
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