Irã ataca base dos EUA no Kuwait e navio americano com drones e mísseis

Robson Alves
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Forças iranianas lançaram drones e mísseis contra instalações militares americanas no Kuwait e uma embarcação no Golfo Pérsico. A ofensiva mira sistemas críticos dos EUA na região.

O Exército do Irã declarou que realizou, nesta segunda-feira (13), uma operação que incluiu o uso de drones contra instalações militares dos Estados Unidos no Kuwait e o lançamento de mísseis de cruzeiro em direção a uma embarcação naval norte-americana no Golfo Pérsico. As informações foram divulgadas pela emissora estatal Irib e detalhadas em comunicado oficial das forças armadas iranianas.

De acordo com o texto, a ofensiva aérea teria mirado sistemas de comunicação, tanques de combustível, uma bateria de defesa antiaérea Patriot, uma torre de observação e um depósito de munição mantidos por militares dos EUA em território kuwaitiano. Já o ataque marítimo teria sido direcionado a uma “embarcação hostil” identificada como de propriedade dos Estados Unidos, em resposta, segundo Teerã, a bombardeios norte-americanos contra alvos iranianos.

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“Essas ações respondem às repetidas agressões dos EUA contra o Irã”, afirmou o comando iraniano, ressaltando que considerará novas medidas “caso a soberania do país continue sendo violada”.

Horas antes do anúncio de Teerã, o Comando Central norte-americano (Centcom) comunicou, na rede social X, a realização da “terceira noite consecutiva de ataques contra o Irã”. Segundo a nota, as forças dos EUA buscavam “impor um custo elevado” às capacidades militares iranianas e reduzir sua habilidade de “atacar civis inocentes e o transporte comercial no Estreito de Ormuz”.

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“Esses ataques continuarão enquanto a ameaça persistir”, declarou o Centcom.

Uma autoridade de Washington, citada pela imprensa norte-americana, disse que os alvos escolhidos incluíam sistemas de vigilância costeira, drones e instalações de mísseis. O governo americano não confirmou danos a uma embarcação própria, nem reconheceu ofensiva específica no Kuwait, mas reiterou que mantém o direito de agir “em legítima defesa”.

O Kuwait, que abriga tropas e equipamentos dos EUA desde a Guerra do Golfo de 1991, ainda não divulgou posicionamento oficial sobre o incidente relatado pelo Irã. Observadores regionais apontam que qualquer escalada envolvendo instalações kuwaitianas pode ampliar a zona de conflito, historicamente concentrada em torno do Estreito de Ormuz e do Golfo de Omã.

Analistas consultados por veículos internacionais recordam que episódios semelhantes ocorreram em ocasiões de tensão crescente entre Teerã e Washington, como em 2019, quando drones iranianos foram acusados de alvejar navios comerciais. A diferença, avaliam, é que a atual rodada de retaliações envolve ataques mútuos diretos contra ativos militares, elevando o risco de confronto aberto.

Não há, até o momento, confirmação independente dos danos alegados por qualquer um dos lados. O Ministério das Relações Exteriores do Irã convocou uma reunião de emergência com aliados regionais, enquanto diplomatas europeus pedem “contenção imediata” para evitar que o trânsito de petróleo no Golfo seja afetado. O Conselho de Segurança da ONU poderá ser provocado a discutir o assunto caso as hostilidades prossigam.

A comunidade internacional acompanha o desenrolar dos acontecimentos com cautela, diante do potencial impacto sobre o fornecimento global de energia e da possibilidade de incidentes envolvendo embarcações civis que cruzam a via marítima estratégica diariamente.

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.
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