Irã ataca base dos EUA na Jordânia com mísseis balísticos

Robson Alves
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A Guarda Revolucionária do Irã lançou mísseis contra instalações americanas no Oriente Médio. O ataque eleva a tensão regional e pode ter consequências diretas para aliados do Ocidente.

Uma base aérea dos Estados Unidos localizada na Jordânia foi atingida por mísseis balísticos iranianos nesta terça-feira (14/07), segundo comunicado da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC). As forças iranianas afirmaram que o alvo fazia parte de uma nova ofensiva contra instalações norte-americanas no Oriente Médio.

“Vocês sabem muito bem que não só não temos nenhuma inimizade com o seu país, como também amamos vocês, o nobre povo que compreende a dor e a opressão do povo palestino mais do que qualquer outra nação”, disse a nota da IRGC, conclamando a população jordaniana a exigir a retirada das bases dos EUA.

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Autoridades de Amã relataram que quatro projéteis foram interceptados ao entrarem no espaço aéreo jordaniano. Não há confirmação oficial de danos ou vítimas relacionados a esse episódio.

A ofensiva se estendeu a outros pontos do Golfo Pérsico. No Bahrein, sirenes de alerta soaram pela terceira vez na manhã desta terça-feira, e o Ministério do Interior orientou moradores a buscar abrigos seguros.

“A sirene foi acionada. Cidadãos e residentes são instados a manter a calma e dirigir-se ao abrigo mais próximo”, publicou a pasta na rede X.

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De acordo com a IRGC, mísseis e drones atingiram a base de Juffair, no Bahrein, destruindo depósitos de armamentos, um centro de comunicações por satélite e diferentes sistemas de radar, inclusive o Patriot e equipamentos da Quinta Frota da Marinha norte-americana. O mesmo comunicado cita ataques com drones contra instalações militares dos EUA no Kuwait e o lançamento de mísseis de cruzeiro contra um navio da Marinha norte-americana na segunda-feira (13).

No Estreito de Ormuz, a Guarda Revolucionária afirmou ter imobilizado dois “supertanques infratores” que, segundo ela, navegavam por uma “rota minada” com sistemas de rastreamento desligados. O órgão acusou Washington de incentivar navios a utilizarem passagens consideradas inseguras e alertou para o risco de crise energética global caso a prática prossiga.

“A cooperação com o inimigo agressor resultará em danos, atrasos na reabertura do estreito e impacto no fornecimento mundial de energia”, advertiu a IRGC.

Em resposta, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou ter executado, ainda na noite de segunda-feira, uma série de bombardeios contra alvos militares iranianos em Bushehr, Chah Bahar, Jask, Konarak, Abu Musa e Bandar Abbas. Entre os pontos visados estariam sistemas de defesa costeira, instalações de mísseis e drones e infraestruturas marítimas.

No campo político norte-americano, o ex-presidente Donald Trump declarou ter deixado instruções para que o Irã fosse atacado caso ocorresse um atentado contra sua vida. O pronunciamento, feito em meio à escalada de tensão, reacendeu discussões internas sobre a postura de Washington no Golfo.

Até o momento, muitas das alegações de danos apresentadas pela IRGC não foram verificadas de maneira independente. Tanto Teerã quanto Washington mantêm versões divergentes sobre o alcance das investidas, e novos desdobramentos são esperados à medida que informações adicionais se tornem disponíveis.

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.
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