Teerã afirma ter bombardeado a Base Aérea de Al-Azraq, onde operam forças dos EUA. Drones miraram caças F-18 e hangares militares. Washington ainda não confirmou danos.
O Exército iraniano afirmou HOJE, 14/07, ter efetuado um ataque com drones contra a Base Aérea de Al-Azraq, na Jordânia, onde estariam instaladas forças dos Estados Unidos. A operação, divulgada pela agência estatal iraniana IRNA, teria mirado uma área que abrigava caças F-18, instalações de alojamento e um grande hangar de equipamentos militares.
Até o momento, as Forças Armadas dos EUA não confirmaram danos nem baixas. O Comando Central norte-americano (CENTCOM) foi procurado para comentar as declarações de Teerã, mas ainda não publicou posicionamento oficial sobre o incidente.
Segundo a IRNA, o ataque desta terça-feira repetiu a ação realizada na semana passada, quando o Irã declarou ter destruído hangares de aeronaves F-35 na mesma instalação. Nenhuma das duas alegações pôde ser verificada de forma independente.
“Essas operações continuarão até que a vitória final seja alcançada”, afirmou o Exército iraniano, de acordo com a agência.
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O novo episódio ocorre em meio à retomada, pelos Estados Unidos, de um bloqueio naval a embarcações que se deslocam de e para portos iranianos. O CENTCOM confirmou que a restrição entrou em vigor HOJE, às 17h (horário de Brasília), e informou que mais de 20 navios de guerra, além de “centenas de aeronaves”, operam atualmente em toda a região do Oriente Médio.
Na véspera, o presidente Donald Trump já havia antecipado a retomada do bloqueio e classificou as forças norte-americanas como “guardiões” do Estreito de Ormuz. Inicialmente, Trump mencionara a cobrança de 20% do valor das cargas de navios comerciais para custear a proteção da rota marítima; nesta terça-feira, entretanto, disse esperar que países do Golfo firmem “acordos comerciais e de investimento” com Washington.
O bloqueio não é inédito. Entre abril e junho, durante a escalada do conflito regional, a Marinha dos EUA manteve restrições semelhantes, cobrindo uma área que se estende do Oriente Médio até o Oceano Índico. O Estreito de Ormuz responde por cerca de um quinto do comércio global de petróleo, razão pela qual ações militares na zona elevam o risco de interrupções no suprimento energético internacional.
Analistas observam que a troca de golpes retóricos e militares amplia a tensão entre Teerã e Washington, ao mesmo tempo em que envolve parceiros regionais e grandes consumidores de energia. Com ambos os lados reforçando posições, diplomatas avaliam que o impasse deve permanecer no curto prazo, sem sinal claro de recuo nas operações anunciadas.
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