O Irã lançou mísseis e drones contra o Bahrein nesta terça-feira (14), em ataque assumido pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica. A defesa aérea do país interceptou os artefatos, mas destroços caíram em solo bahreinita.
As autoridades do Bahrein informaram que o Irã lançou ataques com mísseis e drones contra seu território nesta terça-feira (14). Segundo o comando-geral da Força de Defesa do país, os sistemas de defesa aérea “interceptaram e destruíram” vários artefatos ao amanhecer. O órgão militar declarou ainda que suas unidades permanecem em nível máximo de prontidão e orientou a população a manter distância dos destroços espalhados em áreas não especificadas.
Em comunicado, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) do Irã assumiu a autoria dos disparos, alegando ter atingido “depósitos de apoio logístico militar, um centro de comunicações via satélite e uma instalação das forças dos Estados Unidos” na base de Juffair, localizada em território bareinita. O CGRI não forneceu provas independentes dos supostos danos, e o governo do Bahrein não confirmou prejuízos materiais no complexo.
“Nossas baterias antiaéreas permanecerão em alerta enquanto avaliamos a situação operacional,”
disse um porta-voz militar bareinita, sem detalhar se haverá retaliação.
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No mesmo dia, o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) relatou que dois navios-tanque informaram terem sido atingidos por mísseis ao transitar pelo Estreito de Ormuz, utilizando a rota sul da via navegável. O órgão não divulgou o nome das embarcações nem identificou os responsáveis pelos disparos.
Horas antes, os Emirados Árabes Unidos anunciaram que dois de seus navios-tanque sofreram impacto de mísseis iranianos na porção sul do mesmo estreito. O CGRI afirmou, em nota separada, ter alvejado “dois supertanques rebeldes”, expressão usada para descrever embarcações que, segundo os iranianos, estariam ligadas a atividades logísticas de adversários regionais.
O Estreito de Ormuz é rota estratégica, responsável pela passagem de cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo. Analistas destacam que qualquer interrupção prolongada pode pressionar preços globais de energia e acentuar tensões entre Irã, Estados Unidos e aliados do Golfo.
Até o momento, não há informações sobre vítimas. O Bahrein reforçou patrulhas costeiras e coordena-se com parceiros internacionais para monitorar o tráfego marítimo. Especialistas avaliam que novos incidentes podem ocorrer, uma vez que Teerã indicou manter operações “de caráter defensivo” na região. A situação permanece volátil, e governos locais recomendam cautela a embarcações que navegam no Golfo.
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