O IBGE revelou que a indústria brasileira bateu R$ 5,3 trilhões em receita em 2024. O petróleo domina o topo, concentrando R$ 278 bi — 5,3% de tudo que o setor produziu.
A produção industrial brasileira gerou receita líquida de vendas de R$ 5,3 trilhões em 2024, resultado apurado pela Pesquisa Industrial Anual – Produto (PIA-Produto), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) HOJE, 24/06/2026. O levantamento envolve cerca de 34,8 mil empresas, responsáveis pela fabricação de aproximadamente 3,4 mil bens e serviços em mais de 42 mil unidades locais espalhadas pelo País.
Pelo terceiro ano consecutivo, o óleo bruto de petróleo aparece como o item de maior participação no faturamento, somando R$ 278,2 bilhões, o equivalente a 5,3% do total nacional. Em segundo lugar figuram os minérios de ferro e seus concentrados, com R$ 159,5 bilhões (3%), seguidos pelo óleo diesel, que responde por R$ 149,8 bilhões (2,8%). Carnes bovinas frescas ou refrigeradas (2%) e gasolina automotiva (1,7%) completam o grupo dos cinco produtos mais relevantes.
Apesar da extensa lista de produtos avaliados, o estudo confirma forte concentração de receita. Os dez itens mais rentáveis representam 20,9% do faturamento industrial de 2024, reforçando a dependência de segmentos ligados a petróleo, mineração e alimentos.
Na análise regional, o Sudeste continua como principal polo industrial, absorvendo 55,3% da receita líquida de vendas. A presença das maiores bacias petrolíferas, refinarias e do quadrilátero ferrífero mineiro sustenta essa liderança. Três produtos — óleo bruto de petróleo, óleo diesel e minério de ferro — respondem sozinhos por 15,1% do faturamento da região.
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“Como destaque, podemos citar o Sudeste. A região possui três produtos principais, dentre os 3,4 mil: o óleo bruto de petróleo, o óleo diesel e o minério de ferro”, afirmou Marcelo Miranda, gerente da pesquisa.
Dentro do Sudeste, o óleo bruto é responsável por 9,2% da receita, enquanto o diesel representa 3% e o minério de ferro, 2,9%. A região Sul ocupa a segunda posição, com 20,5% da receita nacional, impulsionada por óleo diesel (3,3%), carnes e miudezas de aves congeladas (3%) e fertilizantes NPK (2,1%).
O Nordeste responde por 9,8% do total, com destaque para óleo diesel (4,5%) e gasolina automotiva (3,1%). No Norte, que detém 7,4% de participação, a extração de minerais metálicos concentra 18,2% da receita regional, acompanhada por carnes bovinas (5,3%) e aparelhos celulares (5,2%). O Centro-Oeste, com 6,9%, tem perfil mais agroindustrial: carnes bovinas (11,4%), derivados de soja (6,1%) e etanol (5,6%).
Os dados da PIA-Produto oferecem um retrato atualizado da estrutura produtiva nacional, indicando a relevância contínua do setor de petróleo para o desempenho industrial e a forte influência de recursos naturais na formação do faturamento das empresas brasileiras.
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