Imposto de importação de carros sobe para 35% em julho; governo mantém plano

Rafael Ramos
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O aumento é parte de um cronograma iniciado há três anos e equipara a alíquota ao teto da Tarifa Externa. Enquanto isso, elétricos importados seguem com isenção renovada pelo Executivo.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, reiterou nesta quarta-feira, 24, que o cronograma de aumento do imposto de importação para veículos permanece inalterado. A declaração foi feita durante participação no programa “Bom Dia, Ministro”, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), e ocorre no momento em que o Executivo renova a cota de isenção tributária para a entrada de carros elétricos desmontados.

Segundo o titular da pasta, o plano de elevação gradual do tributo, iniciado há três anos, mantém a previsão de equiparar a alíquota ao teto da Tarifa Externa Comum do Mercosul.

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“Há três anos nós começamos um cronograma de elevação do imposto de importação que vai chegar agora em 2021 que vem 35% para todos os veículos. Esse cronograma não foi alterado, não houve nenhuma modificação”, declarou o ministro.

O percentual de 35% incidirá sobre a maior parte dos veículos importados a partir de 1º de julho, data anunciada por Rosa como marco para a consolidação da medida. A atualização mantém a política de estímulo à produção local, mesmo após a criação da nova quota livre de impostos para veículos elétricos totalmente desmontados (CKD).

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No caso dos elétricos, a tributação seguirá a lógica de bandas. Dentro da cota, a alíquota fica zerada; acima dela, o imposto será de 35%, dependendo da categoria do automóvel. O chefe do MDIC justificou a decisão apontando a necessidade de dar tempo às montadoras que ainda instalam linhas de produção no país.

“Enquanto dentro da cota é zero, acima da cota é 35%, dependendo do tipo. Essa decisão foi tomada porque essas montadoras estão se instalando no país para produzir, o que é bom para a oferta, tanto para o mercado quanto para a geração de emprego e renda”, afirmou.

Apesar de reclamações de parte do setor automotivo nacional — que aponta queda nas vendas para a Argentina e teme perda de competitividade — Rosa pediu cautela e ressaltou indicadores positivos.

“É só olhar para o filme todo. Desde o início, o governo tem políticas associadas ao fortalecimento da indústria automotiva nacional”, argumentou. “Podemos comemorar este ano, no mês de maio, mais de um milhão de veículos produzidos no Brasil; esses números recordes é que têm que acalentar o mercado.”

A equipe econômica sustenta que a combinação de alíquota cheia para importados e incentivos à produção local será suficiente para manter o ritmo ascendente de fabricação, vendas internas e geração de empregos no setor, ainda que a conjuntura externa apresente desafios. A pasta também informou que segue aberta ao diálogo com montadoras, fabricantes de autopeças e concessionárias para eventuais ajustes futuros na política industrial.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.
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