Granizo destrói RS: aulas suspensas e centenas fogem de casa

William Kevim
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Tempestade com granizo castigou a Grande Porto Alegre no fim de semana. Eldorado do Sul e Canoas somam centenas de desalojados e escolas fechadas após os estragos.

Chuvas fortes acompanhadas de granizo provocaram estragos significativos na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS) no fim de semana, com os municípios de Eldorado do Sul e Canoas entre os mais atingidos. As consequências imediatas foram a suspensão das aulas em parte da rede municipal de Eldorado do Sul e o deslocamento de centenas de moradores de suas residências.

Segundo a prefeitura de Eldorado do Sul, as escolas localizadas no distrito do Parque Eldorado e em assentamentos rurais tiveram as atividades interrompidas para preservar a segurança de alunos, professores e funcionários. A administração municipal informou que a decisão também busca liberar equipes públicas para o atendimento às famílias afetadas.

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O temporal foi registrado na madrugada de sábado (11/07) e, de acordo com dados locais, resultou em mais de 400 pessoas desalojadas e 40 desabrigadas somente em Eldorado do Sul. Moradores relataram telhados destelhados, quedas de árvores e interrupção no fornecimento de energia. Imagens da Defesa Civil municipal mostram ruas cobertas por camadas de granizo e destroços de construções.

Em Porto Alegre, houve registros de galhos e árvores caídos, mas os danos mais severos ocorreram nos municípios vizinhos. Em Canoas, a Defesa Civil contabilizou 28 pessoas desalojadas e danos estruturais em residências, calçadas e muros. Uma árvore que caiu no km 115 da BR-290 chegou a bloquear o trânsito temporariamente, sendo a via liberada após a atuação da Polícia Rodoviária Federal.

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“O excesso de chuva pode ser prejudicial ao arroz, cultura na qual o Rio Grande do Sul responde por 70% do abastecimento nacional”, alertou o analista de clima Pedro Côrtes.

A previsão meteorológica indica a possibilidade de novos episódios de chuva intensa ao longo da semana. Modelos consultados por meteorologistas apontam que algumas áreas do estado podem acumular entre 150 mm e 200 mm em apenas três dias. Ao menos três frentes frias estão previstas para julho, com tendência de continuidade desse padrão até setembro.

Especialistas avaliam que o cenário traz riscos adicionais para o agronegócio. Além do arroz, atrasos na colheita da soja podem encadear impactos no plantio do milho, influenciando a produção de ração animal e, por consequência, os preços dos alimentos. A intensificação do fenômeno El Niño, esperada para o segundo semestre, também entrou no radar de preocupação.

“Se a estiagem avançar sobre a região Centro-Norte, pode haver queda no nível dos reservatórios e aumento do custo da energia elétrica”, afirmou Côrtes, mencionando a possibilidade de acionamento de termelétricas.

As autoridades estaduais recomendam que a população acompanhe os avisos oficiais e mantenha kits de emergência preparados. Equipes da Defesa Civil seguem em campo avaliando estruturas, distribuindo lonas e prestando assistência social às famílias mais vulneráveis.

Enquanto o trabalho de recuperação avança, gestores municipais discutem a liberação de recursos para reconstrução de moradias danificadas e reforço da assistência humanitária. A prioridade, segundo eles, é restabelecer a normalidade das aulas e reduzir o impacto socioeconômico causado pelas intempéries.

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.
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