Goldman Sachs lucra US$ 6,63 bi com guerra e caos nos mercados globais

Robson Alves
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Enquanto o mundo enfrenta instabilidade, grandes bancos faturam. O Goldman Sachs bateu recordes no 2º trimestre de 2026, surfando na volatilidade gerada pelo conflito no Oriente Médio e pela incerteza nos juros americanos.

O banco Goldman Sachs reportou um lucro de US$ 6,63 bilhões no segundo trimestre de 2026, um aumento significativo em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento foi impulsionado pelo aumento nas fusões e aquisições e pela volatilidade do mercado, resultado da guerra no Oriente Médio, que elevou o desempenho do setor de ações a um patamar recorde.

Os riscos de inflação, os altos preços do petróleo e a incerteza sobre a trajetória das taxas de juros nos Estados Unidos mantiveram os investidores cautelosos, levando a uma reavaliação agressiva dos portfólios. Essa situação resultou em uma receita robusta nas operações com ações.

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“O ritmo de crescimento acelerou em todos os nossos negócios. Os clientes estão recorrendo a nós para liderar suas transações mais estratégicas e importantes, que muitas vezes são o ponto de partida para atividades em toda a franquia”, afirmou o CEO David Solomon.

A receita do segmento de ações atingiu US$ 7,42 bilhões, um aumento de 72% em relação ao ano anterior. Além disso, a receita de renda fixa, câmbio e commodities cresceu 32%, totalizando US$ 4,59 bilhões.

O tão aguardado IPO da SpaceX, previsto para o final do trimestre, também contribuiu para a movimentação do mercado, oferecendo aos investidores a oportunidade de negociar ações de uma empresa que gerou grande expectativa. O Goldman Sachs teve um papel central como um dos principais coordenadores desse IPO.

Os resultados financeiros robustos do Goldman Sachs podem oferecer suporte adicional para suas ações, que superaram o desempenho do índice de referência S&P 500 até o momento, embora alguns analistas levantem preocupações sobre a sustentabilidade desse crescimento.

O setor de fusões e aquisições também se destacou, com um aumento de “mega-acordos” acima de US$ 10 bilhões, elevando os volumes globais a níveis recordes no primeiro semestre de 2026. O Goldman Sachs se beneficiou significativamente dessas transações, recebendo taxas por assessorar as operações.

As taxas de serviços bancários de investimento do Goldman Sachs aumentaram 55%, totalizando US$ 3,40 bilhões no trimestre, refletindo um aumento nas vendas de ações e títulos de dívida. A atividade de fusões e aquisições se manteve resiliente, mesmo em meio à instabilidade geopolítica, impulsionada por esforços corporativos para expandir e fortalecer suas operações de inteligência artificial.

O banco assessorou mais de US$ 1 trilhão em fusões e aquisições anunciadas no primeiro semestre de 2026, estabelecendo um novo recorde para qualquer banco de investimento. O presidente do Goldman Sachs, John Waldron, anteriormente indicou que o volume de fusões e aquisições deve se manter próximo aos níveis recordes vistos em 2021.

Além disso, a receita da divisão de gestão de ativos e patrimônio do Goldman Sachs cresceu 20%, alcançando US$ 4,60 bilhões, mostrando uma trajetória positiva para o banco, que busca consolidar sua posição no setor e reduzir a dependência de áreas mais voláteis, como negociação e banco de investimento.

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.
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