Levantamento do Ibope revelou que Globo e SBT concentraram 90% dos telespectadores da Copa do Mundo de 2026 no Brasil. Sozinha, a Globo alcançou 116,2 milhões de pessoas.
Levantamento do Ibope mostrou que a Globo, considerando TV aberta e canais por assinatura (TV Globo, sportv e Ge TV), e o SBT concentraram 90% dos telespectadores que acompanharam a Copa do Mundo de 2026 no Brasil. Juntas, as duas emissoras somaram 122,7 milhões de pessoas diante dos 136,6 milhões contabilizados pelo instituto.
Do total aferido, a Globo respondeu por 85%, o que equivale a 116,2 milhões de espectadores. Dentro desse universo, 41,3 milhões consumiram exclusivamente a transmissão da TV aberta, sem recorrer às plataformas fechadas da empresa. O SBT, que também deteve parte dos direitos de exibição do torneio, ficou com 7% da audiência. Já a CazéTV, canal digital que transmitiu jogos por streaming, atingiu 8% do público monitorado.
O Ibope explicou que sua metodologia mensura dados de televisores tradicionais e não incorpora o consumo em smartphones ou outros dispositivos móveis.
“Nosso sistema ainda não capta a audiência gerada em aparelhos portáteis, o que pode representar parcela relevante, sobretudo entre os espectadores mais jovens”, informou o instituto.
Em comparação com o Mundial de 2022, a pesquisa apontou retração de 13% no total de espectadores. No torneio realizado no Catar, as transmissões – na época concentradas principalmente na Globo – registraram 141 milhões de telespectadores. Analistas do setor atribuem a queda à maior fragmentação da oferta de jogos em 2026, dividida entre Globo, SBT e CazéTV.
Mesmo diante da descentralização, a Globo liderou os 20 confrontos de maior audiência ao longo da competição. O pico ocorreu na partida entre Brasil e Haiti, em 19 de junho, quando a emissora registrou 34 pontos no Painel Nacional de Televisão (PNT). Segundo executivos do mercado publicitário, cada ponto equivale a cerca de 268 mil domicílios no país.
A presença da seleção brasileira, tradicionalmente responsável pelos índices mais altos, reforçou o desempenho da rede carioca. Contudo, especialistas observam que o ambiente midiático se tornou mais competitivo, com plataformas digitais e canais alternativos atraindo parcelas do público que, em edições anteriores, optavam quase exclusivamente pela TV aberta.
Para as emissoras, os números fornecem subsídios valiosos na negociação de patrocínios e na definição de estratégias comerciais futuras. Já para o mercado publicitário, os dados indicam a necessidade de campanhas multiplataforma, capazes de integrar televisão e meios digitais para alcançar a totalidade da audiência esportiva.
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