Gabz ataca famosos que defendem condenado por racismo contra ex-BBB

Thieryson Santos
3 Min Leitura

A atriz criticou celebridades que apoiaram Rodrigo Branco após ele ser condenado por ofensas racistas à médica Thelma Assis. Para Gabz, parabenizar o empresário é inadmissível.

A atriz Gabz, de 27 anos, conhecida por seu papel como Eduarda Rosa na novela “Coração Acelerado”, fez uma crítica contundente nas redes sociais a celebridades que expressaram apoio ao empresário Rodrigo Branco, de 41 anos, condenado recentemente a pagar uma indenização por danos morais à médica anestesista e ex-BBB Thelma Assis, de 41 anos. A condenação foi em decorrência de comentários racistas feitos por Branco em 2020, durante a participação de Thelma no Big Brother Brasil.

Em um desabafo publicado nesta quarta-feira, 24 de junho de 2026, Gabz afirmou que não é aceitável parabenizar um indivíduo logo após sua condenação. “Reeducar pressupõe responsabilização e levar com seriedade o assunto, o desespero imediato de tirar o peso das consequências do racismo é sim minimizar o ocorrido”, disse a atriz.

Publicidade

Além disso, Gabz, que frequentemente discute questões relacionadas ao racismo em suas entrevistas, destacou a falta de apoio que indivíduos negros recebem diante das consequências do racismo. Ela afirmou que, independentemente da forma como reagem às situações de preconceito, as pessoas negras geralmente enfrentam críticas e ausência de reconhecimento, mesmo quando se esforçam para agir de maneira correta.

Achados com desconto Publicidade

Preços vistos na Amazon em 09/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.

“Seja a gente reagindo da maneira mais acertada possível, seja a gente não reagindo, seja a gente se irritando e pensando nas tintas, em todas as alternativas, temos pouco apoio ou quase nulo e se por acaso na reatividade dessa dor a gente cometer algum ato falho somos durante criticados, sem parabéns”, afirmou Gabz.

A atriz também abordou a noção de democracia racial no Brasil, questionando a legitimidade desse conceito em um país que foi o último nas Américas a abolir a escravidão. “Que democracia racial é essa que não inclui dignidade?”, indagou.

Gabz concluiu seu discurso reafirmando seu compromisso com a luta contra o racismo e a importância de apoio mútuo entre as pessoas afetadas por essas questões. “Enquanto figura pública me nego a recuar, se cheguei até aqui foi lutando com todas as forças para chegar inteira e digna. Ninguém absolutamente ninguém vai tirar minha voz e minha dignidade, assim como Thelminha. Precisamos do nosso próprio pacto de proteção e acolhimento. Passar por isso sozinho dói. Vamos juntos”, finalizou Gabz.

Publicidade
Compartilhe essa Notícia
Thieryson Santos é advogado com atuação nas áreas cível e trabalhista. Apreciador da cultura pop e das artes, colabora com portais de notícias abordando questões jurídicas, políticas e culturais com linguagem acessível e bem fundamentada. Une o rigor técnico da advocacia à visão ampla do cenário político e social brasileiro.
Entre no Grupo de Notícias