A 83ª edição começa nesta terça-feira, 2, na ilha de Lido, na Itália. O evento reúne grandes diretores e novos talentos até 12 de setembro.
O Festival Internacional de Cinema de Veneza inicia HOJE, 2 de setembro, a sua 83ª edição na ilha de Lido, na Itália, mantendo a tradição de ser a mostra competitiva mais antiga do mundo. Até 12 de setembro, o evento reunirá cineastas de diferentes continentes, estrelas do tapete vermelho e críticos em busca do cobiçado Leão de Ouro, principal prêmio do festival.
Ao todo, 21 longas-metragens inéditos foram selecionados para a competição oficial. Entre os diretores estão nomes consagrados como Danny Boyle, Hirokazu Koreeda, Martin McDonagh e Werner Herzog, além de criadores em ascensão. Fora de concurso, o documentário “Oasis: Don’t Look Back in Anger”, de Steven Knight, chama atenção pelo registro do retorno da banda britânica em 2025.
O júri principal deste ano é presidido pela atriz e cineasta norte-americana Maggie Gyllenhaal. Integram o colegiado o roteirista tunisiano Kaouther Ben Hania, o compositor britânico Daniel Blumberg, o professor italiano Francesco Casetti, o diretor francês Xavier Giannoli, a cineasta afegã Shahrbanoo Sadat e o realizador chinês Johnnie To. Caberá a eles escolher não apenas o Leão de Ouro, mas também prêmios de direção, interpretação e roteiro.
Mesmo com presença reduzida de produções norte-americanas, a passarela vermelha deve receber artistas como Laura Dern, Guy Pearce, Robert Pattinson, Penélope Cruz, Javier Bardem e George Clooney, que será homenageado pelo conjunto da carreira. A veterana Ellen Burstyn também receberá um Leão de Ouro honorário.
Filmes em competição
- Naza – Yuval Abraham e Rachel Szor
- Company – Casey Affleck
- Kami Nour (A Bit of Light) – Ali Asgari
- Retorno a Buenos Aires – Marco Bechis
- Ink – Danny Boyle
- Un Bon Petit Soldat – Stéphane Brizé
- Il Fuoco Che Ti Porti Dentro – Edoardo de Angelis
- Kvinde Ukendt (Woman Unknown) – May el-Toukhy
- Bucking Fastard – Werner Herzog
- 15/18 (A Place to Heal) – Cédric Kahn
- Dau – Ilya Khrzhanovsky
- Look Back – Hirokazu Koreeda
- Ga-Neung-Han Sa-Rang (Possible Love) – Lee Chang-dong
- Wild Horse Nine – Martin McDonagh
- Succederà Questa Notte – Nanni Moretti
- Primetime – Lance Oppenheim
- The Echo Chamber – Andre Pallaoro
- Un Peu Avant Minuit – Nicolas Pariser
- L’Estranea – Paolo Strippoli
- Nelson San, Anata Wa Hito Wo Koroshimashitaka (Mr. Nelson, Did You Kill People?) – Shinya Tsukammoto
- Bunker – Florian Zeller
A América do Sul marca presença com “Retorno a Buenos Aires”, coprodução Brasil-Itália. A trama acompanha um médico italiano que volta à Argentina para testemunhar contra militares que o mantiveram em cativeiro durante a ditadura. O elenco reúne os brasileiros Paula Cohen e Eduardo Hoy, além de cenas gravadas em Porto Alegre (RS).
Criado em 1932, o Festival de Veneza costuma antecipar tendências e funcionar como termômetro para a temporada de prêmios internacionais. Nos últimos anos, vencedores do Leão de Ouro como “A Forma da Água” e “Nomadland” também triunfaram no Oscar, reforçando o peso da seleção veneziana.
Encerrada a maratona de estreias em 12 de setembro, o júri divulgará os premiados na cerimônia de encerramento. Observadores de indústria projetam que, mesmo sem domínio de Hollywood, a edição pode destacar obras de origem asiática e europeia. O resultado definirá parte do roteiro de exibições comerciais e festivais subsequentes até o fim de 2026.
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