EUA tentam segurar Israel após ataque de mísseis do Irã

Rafael Ramos
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Washington pressiona Netanyahu para evitar retaliação que pode inflamar o Oriente Médio. Diferentes cenários de contra-ataque estão sobre a mesa em Jerusalém, enquanto o mundo prende a respiração.

Autoridades israelenses avaliam, desde o ataque com mísseis conduzido por Teerã nos primeiros dias de junho, a amplitude e o momento de uma possível resposta militar. De acordo com fontes ligadas ao gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, diferentes cenários de contra-ataque estão sobre a mesa, mas ainda dependem de cálculos de risco e de consultas aos principais aliados.

Enquanto a discussão avança em Jerusalém, Washington procura ganhar tempo. Representantes do governo norte-americano mantêm diálogo intenso com os israelenses desde o fim de semana, na tentativa de evitar uma escalada regional. Um integrante do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos descreveu a estratégia como um “esforço para despressurizar a situação” e frisou que a Casa Branca não trabalha com a hipótese de uma reação imediata.

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“Não acreditamos que um ataque israelense seja iminente”, disse a autoridade na madrugada de segunda-feira, 08/06.

As Forças de Defesa de Israel mantêm, entretanto, medidas preventivas em vigor. As restrições anunciadas no domingo, 07/06, continuam válidas até as 20h desta segunda-feira. Escolas permanecem fechadas, o acesso às praias está suspenso e eventos públicos enfrentam limites de público: 200 pessoas em áreas abertas e 500 em locais fechados, desde que seja possível chegar rapidamente a abrigos em caso de novo alerta de mísseis.

No plano diplomático, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a se pronunciar na noite de 07/06. Em entrevista televisiva, pressionou Teerã a retomar negociações sobre seu programa balístico e atividades regionais.

“Minha recomendação ao Irã é simples: vocês já dispararam seus mísseis, chega. Voltem às negociações e fechem um acordo”, afirmou Trump.

Perguntado sobre eventual resistência por parte de Netanyahu a um entendimento direto entre Washington e Teerã, o presidente norte-americano rebateu:

“Sou eu quem toma as decisões. Todas as decisões. Não é ele quem decide.”

Do lado iraniano, a Guarda Revolucionária classificou o lançamento de mísseis como “aviso” e prometeu ampliar o raio de ação caso considere hostil qualquer novo movimento de Israel ou dos Estados Unidos. Fontes militares em Teerã confirmam que alvos vinculados a interesses israelenses e norte-americanos em todo o Oriente Médio entraram na linha de alcance dos sistemas de foguetes persas.

Analistas da região veem, para os próximos dias, um equilíbrio frágil. Israel quer demonstrar capacidade de dissuasão, mas precisará pesar custos políticos e humanos de uma ofensiva de grande porte. Já Washington tenta manter abertas as pontes diplomáticas, temendo que uma resposta militar desencadeie nova onda de instabilidade no Golfo.

Embora ainda existam sinais de contenção, o cessar-fogo firmado no início de maio foi quebrado pelo Irã. A possibilidade de novas hostilidades, portanto, permanece real e faz com que civis em Israel e nos países vizinhos mantenham a rotina adaptada a alertas de ataque.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.
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