Três dias de ataques militares romperam a trégua entre Washington e Teerã. O Estreito de Ormuz, por onde passa parte do petróleo global, enfrenta nova taxa americana e risco real de conflito.
A interrupção do cessar-fogo informal entre Estados Unidos e Irã resultou em três dias consecutivos de ofensivas militares e medidas econômicas que reacendem o risco de um conflito maior no Oriente Médio. Washington anunciou que retomará o bloqueio naval aos portos iranianos e propôs a cobrança de uma taxa de 20% sobre cargas que transitarem pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta.
Os ataques tiveram início no sábado, 11 de julho, quando mediadores internacionais ainda analisavam uma proposta de Omã para estabelecer duas rotas independentes no estreito. Horas depois, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) disparou um tiro de advertência contra uma embarcação que navegava fora das rotas sugeridas e declarou a hidrovia fechada. Em resposta, os Estados Unidos realizaram a terceira rodada de bombardeios em uma semana e disseram ter atingido 140 alvos militares iranianos.
No domingo, 12 de julho, autoridades indianas relataram o desaparecimento de um tripulante após um ataque a um navio comercial. Enquanto Teerã insistia que a travessia estava suspensa, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) afirmou que o estreito permanecia aberto sob proteção norte-americana. Novos mísseis e drones iranianos foram direcionados a bases dos EUA no Kuwait e no Bahrein, e explosões foram registradas no sul do Irã, incluindo uma estação de bombeamento de água onde uma pessoa morreu.
A escalada prosseguiu na segunda-feira, 13 de julho. Os Estados Unidos lançaram novos ataques contra alvos em Bandar Abbas, Kish, Qeshm e Abu Musa. O presidente Donald Trump confirmou que o bloqueio naval voltará a vigorar nesta terça-feira (14) e reiterou a cobrança de pedágio de 20% para “garantir a segurança da rota”.
Preços vistos na Amazon em 07/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
“Vamos atingi-los com muita força”, declarou Trump, ao justificar a operação.
Do lado iraniano, mísseis atingiram dois navios-tanque dos Emirados Árabes Unidos, deixando ao menos um morto, segundo o Ministério da Defesa em Abu Dhabi. O Irã também lançou múltiplas ondas de drones e foguetes contra o Bahrein.
Especialistas veem a retomada do bloqueio como sinal de impasse diplomático. A proposta de Omã, considerada a última tentativa de mediação antes de um confronto direto, aguarda resposta formal de Teerã e Washington. Enquanto isso, companhias de navegação revisam rotas, e analistas alertam para impactos imediatos nos preços do petróleo e na segurança energética global.
Com o acordo provisório de paz agora em dúvida, governos regionais reforçam defesas aéreas, e seguradoras marítimas elevam prêmios para embarcações que se arriscarem a cruzar o Estreito de Ormuz nos próximos dias.
Siga a República da Verdade e entre no nosso grupo exclusivo de discussão política.









