EUA preparam novo ataque em massa ao Irã após bombardeio de 5 horas

Robson Alves
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Trump confirmou nova ofensiva militar contra o Irã após operação aérea e naval que destruiu arsenais iranianos. Washington intensifica pressão sobre Teerã em conflito de consequências globais.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu uma nova ofensiva militar contra o Irã e afirmou que as Forças Armadas americanas já preparam um bombardeio de grande escala. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 14, poucas horas depois de uma incursão aérea e naval de aproximadamente cinco horas sobre território iraniano.

Segundo Trump, a ação mais recente — que envolveu caças e destróieres — reduziu consideravelmente a capacidade bélica de Teerã. De acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom), a operação mobilizou armamentos de alta precisão contra alvos em Bushehr, Chah Bahar, Jask, Konarak, Abu Musa e Bandar Abbas. Entre os pontos atingidos estavam postos de defesa costeira, depósitos de mísseis, fábricas de drones e embarcações de patrulha.

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“Enfraquecemos o poder de fogo deles e, se necessário, iremos mais fundo para garantir a segurança regional”, declarou Trump a jornalistas na Casa Branca.

O republicano voltou a cobrar que a comunidade internacional custeie parte dos gastos norte-americanos no Golfo Pérsico. Para o chefe do Executivo, o livre tráfego comercial no Estreito de Ormuz beneficia nações que, na avaliação dele, “não contribuem o suficiente” para sustentar a presença militar dos Estados Unidos na área.

Trump relacionou a investida militar direta à suposta tentativa iraniana de desenvolver uma arma nuclear. O presidente argumentou que, ao impedir esse projeto, Washington evita riscos à sobrevivência de Israel e preserva o equilíbrio de poder no Oriente Médio.

“Se o Irã conseguir a bomba, veremos o fim de Israel e a maior ameaça global desde a Guerra Fria”, afirmou.

O mandatário também criticou ex-presidentes do próprio partido e da oposição. Ele disse que George W. Bush, Barack Obama e Joe Biden “falharam” ao não conter o governo iraniano em momentos anteriores, o que, na visão dele, prolongou a instabilidade regional.

Atualmente, mais de 50 mil militares norte-americanos permanecem distribuídos em bases no Oriente Médio em estado de prontidão. Trump rechaçou comparações com conflitos prolongados, garantindo que a campanha contra Teerã será “rápida e decisiva”, diferentemente do que ocorreu no Vietnã.

Até o momento, o governo iraniano não confirmou o número de baixas nem detalhou os danos resultantes da última série de ataques. Também não houve resposta oficial sobre a possibilidade de retaliação imediata. Analistas internacionais avaliam que um novo bombardeio pode elevar a tensão no Golfo Pérsico e pressionar países europeus a mediar um cessar-fogo.

Especialistas em segurança apontam que, apesar do impacto inicial das operações, o Irã mantém arsenais dispersos e amplia suas parcerias militares com grupos aliados na região. O desfecho do impasse, dizem, dependerá de negociações diplomáticas e da capacidade de Washington em obter apoio político de outras potências.

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.
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