Forças americanas abateram Ali Husayn al-Ulaywi, chefe jihadista no noroeste da Síria. A operação ocorreu em 19 de junho, mas só foi confirmada nesta quarta (24). Mais um golpe ao terror islâmico no Oriente Médio.
O Exército dos Estados Unidos confirmou, nesta quarta-feira (24/06/2026), a morte de Ali Husayn al-‘Ulaywi, apontado como liderança do Estado Islâmico no noroeste da Síria. De acordo com o Comando Central norte-americano (Centcom), a operação que resultou no óbito do militante ocorreu na sexta-feira passada, 19 de junho, como parte das ações contínuas contra organizações terroristas que ainda operam na região.
O anúncio representa mais um revés para o grupo jihadista, que já perdeu a maior parte do território que controlava tanto na Síria quanto no Iraque, mas mantém células clandestinas capazes de executar ataques isolados. A avaliação inicial de militares indica que al-‘Ulaywi exercia função estratégica de coordenação regional, facilitando o recrutamento e o financiamento de combatentes. Com sua morte, Washington espera fragilizar a cadeia de comando e dificultar a reorganização da facção.
“A operação faz parte dos esforços contínuos dos EUA para interromper e eliminar terroristas que buscam atacar norte-americanos no exterior ou o território dos EUA”, destacou o comunicado oficial divulgado pelo Centcom.
A ação ocorreu no contexto de cooperação entre Washington e o governo sírio atualmente presidido por Ahmed Al-Sharaa, que assumiu o poder em 2024, após a queda de Bashar al-Assad. O Estado Islâmico permanece como adversário declarado da nova administração síria, que vê na parceria com os Estados Unidos uma forma de conter insurgentes ativos em províncias remotas.
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Segundo o almirante Brad Cooper, comandante do Centcom, a morte de al-‘Ulaywi se insere em uma estratégia mais ampla de longo prazo.
“O Centcom e nossos parceiros permanecem comprometidos em erradicar os remanescentes do EI para garantir sua derrota duradoura”, afirmou o oficial.
Na mesma semana, o ex-presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano) sugeriu que Israel adotasse postura mais incisiva no enfrentamento ao Hezbollah. A recomendação foi recusada pelo governo israelense, que, segundo fontes oficiais, prefere manter a atual linha de contenção delimitada às suas fronteiras.
A ofensiva de 19 de junho reforça a postura de Washington de atacar alvos de alto valor do Estado Islâmico sempre que identificados. Autoridades militares enfatizam que operações semelhantes poderão ocorrer caso novos dirigentes jihadistas sejam localizados, enquanto serviços de inteligência monitoram possíveis retaliações.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre vítimas civis durante a operação. O Pentágono declarou que avaliações adicionais estão em andamento para verificar se houve danos colaterais.
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