O Brasil deverá ser o país mais beneficiado pela tarifa global de 15% determinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A conclusão é do Global Trade Alert (GTA), organização independente que monitora políticas comerciais, cujos dados foram divulgados pelo jornal “Financial Times”. Segundo o levantamento, o custo médio das tarifas cobradas do Brasil cairá 13,6 pontos percentuais.
A mesma análise mostra que a China, principal rival comercial dos norte-americanos, também terá alívio, com recuo estimado em 7,1 pontos percentuais. Por outro lado, parceiros tradicionais de Washington, como União Europeia, Reino Unido e Japão, aparecem entre os que tendem a ser mais prejudicados pela medida.
Durante viagem à Índia neste domingo (22), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou a nova política tarifária. Ele disse esperar conversar com Donald Trump “em igualdade de condições”, afirmando que não deseja “uma nova Guerra Fria” e que todas as nações devem ser tratadas de forma equivalente. Lula e Trump devem se encontrar provavelmente em março.
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Decisão da Suprema Corte desencadeia aumento
A escalada tarifária ocorre após a Suprema Corte dos Estados Unidos, na sexta-feira (20), considerar que Trump excedeu seus poderes ao impor encargos que, segundo os ministros, desestabilizaram o comércio mundial. Por seis votos a três, a maioria conservadora entendeu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) “não autoriza o presidente a impor tarifas”.
Horas depois do veredicto, Trump anunciou que pretendia fixar uma tarifa mundial de 10%. No sábado, elevou o porcentual para 15%. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou estar adotando o teto “totalmente permitido e legalmente testado”, citando como motivação “uma revisão exaustiva” da decisão que classificou como “ridícula” e “extraordinariamente antiamericana”.
Com informações de Jovem Pan
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