A Espanha despachou a França por 2 a 0 e voltará a uma final de Copa do Mundo pela primeira vez desde 2010. Rodri, recuperado de grave lesão, foi o destaque da partida.
O meio-campista Rodri voltou a exibir o futebol que lhe valeu a Bola de Ouro de 2024 e comandou a Espanha na vitória por 2 a 0 sobre a França, nesta terça-feira (14), resultado que coloca a seleção de Luis de la Fuente de volta a uma final de Copa do Mundo pela primeira vez desde 2010. Aos 30 anos, o jogador escolheu um momento decisivo para recuperar a forma que apresentava antes da grave lesão no ligamento cruzado do joelho, sofrida há 22 meses em partida do Manchester City contra o Arsenal.
Durante a campanha no torneio, já se percebia a evolução física e técnica do atleta, mas foi no confronto de hoje que o espanhol entregou sua atuação mais completa. Posicionado como primeiro homem de meio-campo, Rodri foi o ponto de equilíbrio que neutralizou o setor ofensivo francês formado por Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Michael Olise. A estatística que melhor resume esse domínio é contundente: o goleiro Unai Simón não precisou realizar sequer uma defesa em todo o duelo.
Ao lado dos zagueiros Aymeric Laporte e Pau Cubarsí, o camisa 16 compôs um bloco defensivo compacto, desarmando jogadas ainda na intermediária. Quando tinha a posse, distribuiu o jogo com passes alternados para os laterais Marc Cucurella e Pedro Porro, mantendo a França recuada. Segundo a comissão técnica, o volante percorreu mais de 12,5 quilômetros, reflexo de intensidade física comparável aos seus melhores dias no Manchester City.
“Passo a passo, mais um passo à frente. A equipe está muito feliz, mas precisamos manter a calma e descansar”, declarou Rodri após o apito final.
Do lado francês, o técnico Didier Deschamps reagiu com mudanças logo no intervalo, substituindo Adrien Rabiot para tentar reequilibrar o meio-campo. As alterações, porém, não surtiram efeito, e a frustração ficou visível em um time acostumado a impor ritmo, mas que se viu sem espaços para criar.
Além do papel tático, Rodri representa uma história de superação. Entre fevereiro de 2023 e maio de 2024, antes da contusão, ele sustentou uma sequência invicta de 74 partidas pelo Manchester City, marca que reforça sua importância para qualquer equipe. O retorno desse nível de desempenho agora renova as expectativas espanholas de repetir o título conquistado há 16 anos.
Com a classificação, a Espanha aguarda o vencedor do outro lado da chave para a decisão. Até lá, o discurso interno privilegia cautela. A comissão técnica programou sessões regenerativas e foco na análise de vídeo do adversário, sem descuidar da gestão física de um elenco que, embora experiente, ainda carrega cicatrizes de edições anteriores.
Na temporada que antecedeu o torneio, o futebol europeu voltou a se render ao estilo de posse articulado por Rodri no City de Pep Guardiola, indício de que seu protagonismo não se restringe às seleções. Resta saber se, em mais 90 minutos, o meio-campista manterá a mesma solidez para conduzir a “Roja” a um novo troféu mundial.
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