Eleição-tampão no RJ – O governador interino e presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, determinou o adiamento da escolha do novo chefe do Executivo fluminense após encaminhar ofício ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo definição sobre a realização de eleição direta ou indireta.
Ofício ao TSE questiona renúncia de Cláudio Castro
No documento, Couto solicita que a Corte Eleitoral esclareça se a saída de Cláudio Bomfim de Castro e Silva configurou manobra para impedir o voto popular. O PSD declarou no requerimento:
“A renúncia de Cláudio Bomfim de Castro e Silva caracteriza, em tese, uma tentativa de burla à hipótese de eleições diretas”.
Segundo o interino, a vacância provocada pela renúncia indicaria eleição indireta a ser conduzida pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Caso o TSE confirme a cassação do mandato de Castro, o pleito passa a ser direto, conforme a legislação eleitoral.
Interinidade no Palácio Guanabara
Couto ocupa o cargo temporariamente porque o vice-governador, Thiago Pampolha, assumiu posição no Tribunal de Contas do Estado em 2025, e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), tornou-se inelegível após decisão do TSE.
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Ainda antes da votação que o tornou inelegível, Bacellar renovou licença do mandato. Ele está afastado desde 10 de dezembro, quando foi preso pela Polícia Federal, na Operação Unha e Carne, deflagrada em 3 de dezembro.
Acusações contra Bacellar
A investigação aponta que o parlamentar teria vazado informações sigilosas sobre o inquérito envolvendo o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, suspeito de intermediar compra e venda de armas para o Comando Vermelho.
Fonte: Jovem Pan
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