Douglas Ruas eleito presidente da Alerj – O ex-secretário estadual de Cidades foi escolhido por 45 votos nesta quinta-feira (26); pela ordem sucessória, ele passa a ser o primeiro na linha para assumir o governo do Rio de Janeiro.
Vacância no Executivo fluminense
A renúncia de Cláudio Castro, confirmada antes da votação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na última terça-feira (24), deixou o cargo de governador em aberto.
Com isso, o desembargador Ricardo Couto assumiu interinamente o Palácio Guanabara.
O vice-governador, Thiago Pampolha, deixou o posto em 2025 ao ingressar no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
Presidência da Alerj mudou após prisão e cassação
Douglas Ruas chegou ao comando da Assembleia porque Rodrigo Bacellar (União) está afastado desde 10 de dezembro do ano passado, quando foi preso pela Operação Unha e Carne da Polícia Federal, em 3 de dezembro.
Mensagens obtidas pela investigação levaram o Supremo Tribunal Federal (STF) a determinar a prisão preventiva e o afastamento de Bacellar, acusado de vazar dados sigilosos sobre o inquérito que envolve o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, apontado como intermediador de armas para o Comando Vermelho.
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Na mesma sessão de 24 de março, o TSE também tornou Bacellar inelegível.
Eleição indireta em até 30 dias
Pela legislação estadual, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro deve convocar, em até dois dias, eleição indireta entre os 70 deputados da Alerj. O pleito deverá ocorrer dentro de 30 dias e escolherá quem comandará o estado em mandato-tampão até a eleição de outubro.
Cláudio Castro inelegível até 2030
O TSE decidiu, por 5 votos a 2, declarar Cláudio Castro inelegível por oito anos por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, impedindo que ele dispute o Senado neste ano.
Votaram a favor da condenação as ministras Estela Aranha, Isabel Gallotti, Cármen Lúcia e os ministros Floriano de Azevedo Marques e Antônio Carlos Ferreira. Divergiram Kássio Nunes Marques e André Mendonça. Nunes Marques alegou falta de provas; Mendonça reconheceu abuso, mas viu insuficiência de elementos que ligassem diretamente Castro ao esquema.
O ministro André Mendonça propôs declarar inelegível apenas Rodrigo Bacellar.
Fonte: Jovem Pan
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