O dólar voltou a subir nesta quarta-feira (15/07), negociado a R$ 5,07 após forte recuo no dia anterior. Investidores de olho em tarifas dos EUA e nova pesquisa eleitoral no Brasil.
O mercado de câmbio abriu a quarta-feira, 15/07, sem direção única. Depois de cair de forma expressiva na sessão anterior, o dólar à vista registrava variação positiva de 0,15% às 9h19, sendo negociado a R$ 5,0792 na venda. O avanço ocorre enquanto operadores acompanham, no exterior, um movimento de fortalecimento da moeda norte-americana em relação a boa parte das demais divisas.
Analistas atribuem o ajuste inicial à combinação de fatores internos e externos. No plano doméstico, investidores seguem avaliando o impacto de uma nova pesquisa eleitoral divulgada nesta manhã e os seus possíveis desdobramentos sobre a formação de preços de ativos brasileiros. No front internacional, o foco recai sobre a possibilidade de novas tarifas comerciais que o governo dos Estados Unidos pode anunciar, medida que tende a elevar a busca por segurança e, consequentemente, por dólares.
“O ambiente ainda é de cautela: os agentes ponderam efeitos das possíveis tarifas norte-americanas e, ao mesmo tempo, ajustam posições depois da forte queda de ontem”, avaliou um operador de câmbio ouvido pelo Republica da Verdade.
No período da tarde, o Banco Central planeja atuar no mercado por meio da rolagem de contratos de swap cambial. Às 11h30 está programado leilão de 50 mil contratos referentes ao vencimento de 3 de agosto. Essas intervenções visam reduzir a volatilidade e suavizar a transição dos contratos, sem alterar o estoque total de swaps em circulação.
Na véspera, a moeda norte-americana recuou de forma consistente, movimento atribuído à combinação de fluxo estrangeiro para renda fixa local e expectativa de manutenção da taxa básica de juros dos Estados Unidos. A correção desta manhã, segundo operadores, reflete realização de lucros e um ajuste tático antes da divulgação de novos dados econômicos internacionais.
Investidores seguem monitorando a agenda macroeconômica global. Relatórios sobre produção industrial nos EUA e indicadores de inflação na Europa, previstos para ainda esta semana, podem influenciar o rumo do dólar. Até lá, a incerteza em torno da política comercial norte-americana deve continuar como principal balizador dos preços.
À medida que essas variáveis se desenrolam, o mercado permanece atento à atuação das autoridades monetárias brasileiras, que reforçam o compromisso com a estabilidade cambial por meio dos instrumentos disponíveis.
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