A Dislub Equador quer expandir sua rede de 500 para 800 postos em 17 estados sem abrir novas regiões. O grupo aposta em logística e termelétricas para crescer com solidez até o fim da década.
A distribuidora de combustíveis Dislub Equador definiu um plano de crescimento apoiado em três pilares — rede de postos, infraestrutura logística e geração de energia — com metas que se estendem até o fim da década. O grupo, que opera sob as marcas Dislub no Nordeste e Equador no Norte e Centro-Oeste, mantém 500 postos em 17 estados e pretende chegar a aproximadamente 800 unidades até 2029, sem avançar para novas regiões. A estratégia, segundo a direção, é aprofundar a presença onde já atua, começando pelo Ceará.
No campo logístico, a companhia está na fase final de construção de um terminal de tancagem no Porto do Pecém (CE). O investimento soma R$ 640 milhões e a previsão é de que a estrutura entre em operação comercial no terceiro trimestre de 2027, após a liberação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Com capacidade inicial de 130 mil m³, o terminal foi projetado para aliviar gargalos no abastecimento estadual, hoje dependente do transporte rodoviário para cerca de metade do volume consumido.
“O novo terminal permitirá maior recebimento marítimo, reduzirá custos logísticos e trará mais segurança ao mercado regional”, explicou o CEO Marcelo Magalhães durante entrevista a um programa voltado ao setor energético.
A segunda vertente do plano mira a diversificação das receitas. A distribuição de combustíveis, atividade principal da empresa, vem operando sob margens mais estreitas. Ao investir em infraestrutura própria, a Dislub Equador espera capturar ganhos de eficiência e proteger-se das oscilações típicas do varejo de combustíveis.
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O terceiro eixo envolve a entrada na geração termelétrica. A companhia participou, com parceiros, de projetos contratados no último leilão de reserva de capacidade: uma usina a gás na Bahia e outra em Mato Grosso. Os empreendimentos exigem desembolso estimado em R$ 1 bilhão ao consórcio — e não R$ 1 milhão, valor que o executivo classificou como desembolsos iniciais para etapas preparatórias. A entrega comercial está programada para 2025.
“Apesar de sermos estreantes em geração, temos know-how em suprimento e logística de combustíveis. Isso pode ser decisivo para cumprir os prazos dos projetos”, afirmou Magalhães.
O executivo acrescentou que a Dislub Equador busca habilitação como agente gerador junto às autoridades do setor elétrico. A ideia é aproveitar a sinergia entre o fornecimento de óleo, a estrutura de armazenamento e a operação das usinas, criando um ciclo integrado de negócios. Ainda de acordo com o plano corporativo, possíveis expansões futuras serão avaliadas somente após a consolidação dos empreendimentos já anunciados.
Analistas de mercado veem a verticalização como resposta à crescente competitividade no mercado de combustíveis. A diversificação pode, na avaliação de especialistas, suavizar riscos e melhorar retorno aos acionistas, mas exigirá da companhia disciplina financeira e capacidade de execução em setores nos quais ela ainda acumula pouca experiência prática.
Se as metas forem cumpridas, a Dislub Equador tende a fortalecer sua posição entre as principais distribuidoras regionais, equilibrando o portfólio entre varejo, logística e geração de energia — áreas consideradas complementares para a transição do mercado de combustíveis fósseis para um cenário mais amplo de oferta energética.
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