Deltan Dallagnol – O ex-deputado federal comunicou que disputará uma vaga no Senado pelo Paraná, mesmo após ter tido o registro cassado pelo TSE em maio de 2023, decisão que não o tornou inelegível.
Registro cassado, mas elegibilidade mantida
Quando ainda exercia o mandato na Câmara, Dallagnol perdeu o cargo porque o Tribunal Superior Eleitoral anulou seu registro de candidatura. A corte, contudo, não lhe impôs inelegibilidade, abrindo caminho para que concorra nas próximas eleições.
Formalização pelo PL
A pré-candidatura foi oficializada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto. No mesmo ato, o partido apresentou o deputado Filipe Barros para disputar outra vaga ao Senado na mesma chapa.
Chapa “Lava Jato” no Paraná
Durante a cerimônia, o senador Sergio Moro se filiou ao PL e foi lançado pré-candidato ao governo do Estado. A sigla pretende reunir, em solo paranaense, nomes ligados à Operação Lava Jato, da qual Moro foi juiz e Dallagnol, procurador.
Declarações de Dallagnol
“Me puniram enquanto era procurador da República por combater a corrupção. Tiraram o meu mandato de deputado federal por vingança (…) Uma Corte em Brasília, na época composta por ministros hoje envolvidos no escândalo do Banco Master, decidiu que eu não podia representar o povo paranaense”, escreveu o ex-procurador nas redes sociais.
Adesões e apoios
A deputada federal Rosângela Moro também ingressou no PL e defendeu a Lava Jato.

“A Lava Jato foi um exemplo do Paraná do que a gente deveria estar vendo com o Banco Master”, afirmou a parlamentar.
O evento contou ainda com a presença do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República. Em seus discursos, Moro e Rosângela sinalizaram apoio à família Bolsonaro. Moro declarou que o Paraná estará ao lado de Flávio e relembrou ter apoiado o ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022 por considerar negativa a volta do governo Lula.
Fonte: Estadão
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