Crimson Desert – A Pearl Abyss reconheceu ter incluído arte gerada por inteligência artificial no RPG de ação, pediu desculpas e iniciou uma auditoria para remover o conteúdo após a denúncia de um jogador.
Jogador identifica arte suspeita
O debate começou no Reddit quando um usuário apontou diferenças visuais em objetos do jogo, lançado na última quinta-feira (19 de março). Ele publicou imagens que descreveu como “estranhas” e afirmou:
“Parece arte de IA de alguns anos atrás”.
Estúdio reconhece uso de IA
Em comunicado publicado na rede social X, a desenvolvedora admitiu que recorreu a ferramentas de IA generativa nas fases iniciais do projeto para agilizar a definição de estilo e ambientação.
Segundo a empresa, os elementos deveriam ser substituídos depois da revisão interna, mas acabaram na versão final por engano. O jogo é vendido na Steam por R$ 349,99.
“Deveríamos ter divulgado claramente o nosso uso de IA. Pedimos sinceras desculpas por essas falhas”, escreveu o estúdio.
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Auditoria e próximos passos
A Pearl Abyss informou que realiza uma auditoria completa para localizar todo o material afetado e promete liberar correções em futuros patches. Os processos internos de desenvolvimento também passarão por revisão para evitar situações semelhantes.
Polêmica sobre IA em jogos
O caso reforça o debate sobre inteligência artificial na indústria. Estúdios menores vêm divulgando projetos “livres de IA” para valorizar o trabalho manual, enquanto grandes empresas investem na tecnologia para otimizar etapas de produção.
No ano passado, situação parecida ocorreu com The Alters, cujo estúdio admitiu usar IA em traduções e textos.
Fonte: Tecnoblog
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