Criminosos se passam por bancos para roubar dados; saiba como se defender

Rafael Ramos
3 Min Leitura

Golpistas ligam fingindo ser centrais bancárias e convencem vítimas a entregar senhas e códigos. O esquema cresce no Brasil e pode esvaziar contas em minutos.

O chamado golpe da conta bloqueada tem ganhado espaço nas tentativas de fraude financeira e ocorre quando criminosos telefonam para a vítima, fingindo pertencer a uma central de atendimento de bancos ou fintechs. O contato costuma chegar por ligação de voz, mas pode envolver mensagens de texto, WhatsApp ou e-mail. O objetivo é coletar informações pessoais — senhas, códigos de autenticação e dados do cartão — suficientes para acessar aplicativos bancários e movimentar valores sem autorização.

A dinâmica segue um roteiro semelhante. O falsário informa que a conta, o cartão de débito ou o limite de crédito estaria bloqueado por “motivos de segurança” e pede confirmação de dados para suposto desbloqueio. Entre os indícios de risco, especialistas citam solicitações de token, senhas completas, transferências via Pix e pressa exagerada para que a vítima execute procedimentos imediatos.

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Alguns aparelhos identificam ligações suspeitas e exibem alertas de spam ou possível fraude. Apesar disso, recursos sonoros que imitam músicas de espera e mensagens automáticas do banco podem aumentar a sensação de legitimidade. Por isso, a recomendação é simples: caso o consumidor perceba qualquer inconsistência, deve desligar a chamada imediatamente, aguardar cerca de dez minutos e acionar o banco por um canal oficial, preferencialmente de outro telefone.

Verificar o aplicativo da instituição é outra medida preventiva. Caso exista pendência real, a notificação aparecerá ali. Já e-mails e SMS são mais facilmente falsificados. Outros cuidados incluem:

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• Desconfiar de ameaças ou tom agressivo, atitude incompatível com centrais legítimas.
• Nunca transferir valores para “testes” nem pagar taxas para liberar serviços.
• Evitar baixar aplicativos não indicados pelo banco, pois podem conter malware que possibilita acesso remoto ao aparelho.
• Ignorar links enviados por redes sociais ou aplicativos de mensagem instantânea.

Se o consumidor cair no golpe, o primeiro passo é bloquear imediatamente cartões e contas pelos canais oficiais. Depois, deve registrar boletim de ocorrência e reunir comprovantes para contestar operações. Algumas instituições oferecem seguros específicos contra golpes e transações não autorizadas, com mensalidades a partir de poucos reais.

Ao escolher um banco, verifique se está autorizado e fiscalizado pelo Banco Central, protegido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e se divulga, de forma transparente, investimentos em cibersegurança. Manter aplicativos atualizados, utilizar autenticação em dois fatores e adotar senhas fortes também reduz a exposição a fraudes.

Com a expansão dos serviços digitais, golpes por engenharia social tendem a se sofisticar. Conhecer procedimentos padrão das instituições e desconfiar de pedidos fora do script oficial continua sendo a barreira mais eficaz contra prejuízos.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.
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