Colisão entre navios deixa 10 desaparecidos no Mar de Mármara

Robson Alves
3 Min Leitura

Guarda Costeira da Turquia busca tripulantes de um graneleiro após choque com um navio-tanque químico perto de Istambul. Operação mobiliza equipes desde a madrugada.

Equipes da Guarda Costeira turca prosseguem, nesta quarta-feira (02/09), a operação de busca e resgate no Mar de Mármara depois que dois navios de bandeira turca colidiram na altura do distrito de Silivri, na costa de Istambul. O incidente, registrado às 3h locais (21h de terça no horário de Brasília), envolveu o graneleiro Tugberk Imamoglu, com 10 tripulantes, e o navio-tanque químico Alsu.

De acordo com comunicado do governo regional, o Alsu seguia rumo ao porto de Aliaga, no Mar Egeu, enquanto o Tugberk Imamoglu tinha como destino Karadeniz Ereğli, no Mar Negro. Imediatamente após o choque, embarcações e helicópteros da Guarda Costeira foram deslocados para a área.

Publicidade

“Nas primeiras constatações das equipes deslocadas para a região, não foi identificado nenhum dano visível no navio Alsu. No entanto, até o momento não foi possível estabelecer contato com o navio comercial Tugberk Imamoglu nem com os 10 tripulantes a bordo”, informou a administração de Istambul.

Dados da Câmara de Comércio Marítimo de Istambul confirmam que o Tugberk Imamoglu, pertencente à empresa Zeybe Denizcilik, é um graneleiro, enquanto o Alsu, da Ozpulathane Deniz Tasimaciligi, opera como navio-tanque químico. Até o momento não há relatos de vazamento de carga ou combustíveis.

O Mar de Mármara liga o Estreito de Bósforo ao Estreito de Dardanelos e é uma das rotas marítimas mais movimentadas da Turquia, ponto de passagem obrigatório entre o Mar Negro e o Mediterrâneo. Qualquer interrupção nessa faixa de navegação costuma preocupar operadores portuários e companhias de seguro marítimo, uma vez que a região concentra significativa parte do tráfego de grãos, petróleo e produtos químicos do país.

Em 2022, por exemplo, um cargueiro de bandeira grega já havia encalhado próximo à mesma área, evidenciando os riscos de navegação em um corredor onde ventos fortes, correntezas e tráfego intenso são frequentes. A colisão de hoje reacende o debate sobre a necessidade de sistemas de monitoramento mais rigorosos e treinamento permanente das tripulações.

Autoridades não divulgaram estimativa de quando o tráfego local será normalizado, mas indicaram que a prioridade é localizar o Tugberk Imamoglu e garantir a segurança ambiental. Especialistas em salvamento sublinham que as primeiras 24 horas são cruciais para encontrar sobreviventes em acidentes marítimos desta natureza.

A Capitania dos Portos turca acompanha a investigação para apurar as causas da colisão. Possíveis falhas de comunicação, condições meteorológicas e rotas de navegação dos dois navios serão analisadas. Até o fechamento desta edição, as operações de busca continuavam sem contato com a tripulação desaparecida.

Publicidade
Compartilhe essa Notícia
Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.
Entre no Grupo de Notícias