Caso Master – O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou nesta quarta-feira (18) o inquérito que apura fraudes no Banco Master por mais 60 dias, após solicitação da Polícia Federal (PF).
Decisão do STF
Segundo o relator, o prazo adicional é necessário diante do grande volume de documentos ainda pendentes de análise e perícia.
A extensão havia sido antecipada pela emissora Jovem Pan na segunda-feira (16).
Restrição de acesso a dados
Na mesma decisão, Mendonça suspendeu o acesso ao material obtido com a quebra de sigilo do proprietário do banco, Daniel Bueno Vorcaro, guardado na sala-cofre da CPMI do INSS, e ordenou cumprimento “com urgência”.
“Determino, com efeitos imediatos, que ninguém tenha acesso ao material armazenado na Sala-cofre da CPMI-INSS referente aos equipamentos e documentos apreendidos do investigado Daniel Bueno Vorcaro”, registrou o ministro.
Ele ainda determinou que a PF, em cooperação com a presidência da CPMI, retire todos os equipamentos do local para uma nova triagem das informações, preservando dados de foro íntimo do banqueiro.
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Operação Compliance Zero e prisões
A investigação é vinculada à Operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de novembro para combater a emissão de títulos de crédito falsos no Sistema Financeiro Nacional. Vorcaro foi detido um dia antes da ação, liberado com tornozeleira eletrônica e voltou a ser preso em 4 de março.

Liquidação do conglomerado
Também em 18 de novembro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, Banco Master de Investimentos S/A, Banco Letsbank S/A e Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, após identificar indícios de irregularidades financeiras e grave crise de liquidez.
Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do grupo, teve encerramento forçado pelo BC.
Modelo de captação sob suspeita
Conforme a PF, a instituição oferecia Certificados de Depósito Bancário (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado, sustentados por operações que inflavam artificialmente o balanço e agravavam a falta de liquidez.
Garantias aos investidores
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciou em 17 de janeiro o ressarcimento de credores do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank, somando R$ 40,6 bilhões em garantias.
Fonte: Jovem Pan
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