Caso Henry Borel – Cinco anos após o crime, o julgamento de Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, terá início às 9h, no 2º Tribunal do Júri, no Rio de Janeiro.
Crime e laudo pericial
Henry Borel, de 4 anos, morreu na madrugada de 8 de março de 2021 no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca, zona sudoeste da capital fluminense.
O casal atribuiu a morte a um acidente doméstico, mas a necropsia do Instituto Médico-Legal apontou 23 lesões provocadas por ação violenta, incluindo laceração hepática e hemorragia interna.
Investigadores da Polícia Civil concluíram que o menino era submetido a rotinas de tortura praticadas por Jairinho e que Monique tinha conhecimento das agressões.
Acusações e prisão
Monique e Jairinho foram presos em abril de 2021 e denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.
O ex-vereador responde por homicídio qualificado; a mãe, por homicídio com omissão de socorro. Segundo a denúncia, Jairinho causou as lesões que levaram à morte da criança, enquanto Monique, responsável legal pelo filho, deixou de impedir o crime.
O Ministério Público também relata que, em três ocasiões de fevereiro de 2021, o réu submeteu Henry a sofrimento físico e mental com emprego de violência.
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Mandato cassado e recurso negado
Com a repercussão do caso, o plenário da Câmara Municipal do Rio cassou o mandato de Jairinho em 30 de junho de 2021 por 49 votos, de um total de 50 presentes.
A defesa tentou reverter a decisão. Em 6 de junho de 2024, a 1ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Rio negou o recurso. A relatora, desembargadora Jaqueline Lima Montenegro, afirmou que instâncias penal, civil e administrativa são independentes e que “a sentença não merece reforma”.
Dor e expectativa do pai
Leniel Borel, pai de Henry e assistente de acusação, comentou a espera pelo júri.
“Tenho mais tempo lutando por Justiça pelo meu filho do que o tempo que tive com ele em vida”, declarou.
“Não é um processo qualquer: é o julgamento de um crime brutal contra uma criança de 4 anos que confiava nos adultos que deveriam protegê-la”, acrescentou.
Mobilização na Praça 15
Entidades de defesa dos direitos de crianças e adolescentes marcaram manifestação para as 8h, em frente ao Fórum Central, na Praça 15, antes do início da sessão do júri.
Fonte: Agência Brasil
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