Caso Henry Borel: júri de mãe e padrasto começa no RJ

Paulo Filho
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Caso Henry Borel – Nesta terça-feira (23 de março), o 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro iniciou o julgamento de Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, acusados de matar o menino Henry Borel, de 4 anos, em 2021.

Acusações formais

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou Jairinho por homicídio qualificado e Monique por homicídio por omissão de socorro. Segundo a peça acusatória, o padrasto agrediu conscientemente a criança, causando as lesões que levaram à morte, enquanto a mãe se omitiu do dever de protegê-la.

A denúncia também relata três episódios de violência em fevereiro de 2021, nos quais Henry teria sido submetido a sofrimento físico e mental sob a responsabilidade de Jairinho.

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Conclusões da perícia

Laudo do Instituto Médico-Legal apontou 23 ferimentos compatíveis com ação violenta, entre eles laceração hepática e hemorragia interna. O casal alegou, na época, que o menino sofrera um acidente doméstico.

Investigações da Polícia Civil concluíram que Henry era vítima de rotinas de tortura praticadas pelo padrasto, com conhecimento da mãe.

Prisão e andamento do processo

Monique Medeiros e Dr. Jairinho foram presos em abril de 2021. Após cinco anos do crime, ambos enfrentam agora o júri popular.

Declarações no primeiro dia de julgamento

Ao chegar ao Fórum de Justiça, o pai de Henry, Leniel Borel, afirmou que vive “cinco anos de luto e de luta” aguardando por esse momento.

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“A condenação é o mínimo para aqueles dois monstros. Três pessoas entraram vivas no apartamento e uma criança saiu morta”, disse Leniel.

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Manifestação e posicionamentos

Manifestantes estiveram em frente ao tribunal pedindo justiça em memória do menino.

Para o advogado assistente de acusação, Cristiano Medina da Rocha, as provas contra o casal são “irrefutáveis”.

“Não há dúvida alguma de que Jairo torturou de forma cruel Henry Borel, e Monique abdicou do dever sagrado de proteger o filho”, afirmou o advogado.





Já o defensor de Jairinho, Fabiano Lopes, alegou que laudos do IML teriam sido manipulados com participação de peritos e policiais.

Fonte: Agência Brasil

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Paulo Filho é contador e especialista em legislação tributária e direito empresarial. Com sólida atuação na área contábil e jurídica, colabora com portais de notícias trazendo análises sobre economia, finanças públicas, tributação e o impacto das decisões jurídicas no cotidiano dos cidadãos e das empresas.
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