Caso Henry Borel: defesa de Jairinho abandona júri e adia

Paulo Filho
3 Min Leitura

Caso Henry Borel – O julgamento marcado para 23 de março foi interrompido depois que os advogados de Jairo Souza Santos Júnior (Dr. Jairinho) deixaram o plenário do 2º Tribunal do Júri, no centro do Rio de Janeiro, alegando acesso incompleto às provas.

Adiamento e decisões da juíza

A juíza Elizabeth Machado Louro manteve a negativa ao pedido de adiamento apresentado pela defesa. Com a saída dos advogados, remarcou a sessão para 25 de maio.

No mesmo despacho, a magistrada ordenou a soltura de Monique Medeiros, mãe de Henry, por excesso de prazo. A equipe dela era contrária ao adiamento.

Publicidade

Argumentos da defesa

O advogado Rodrigo Faucz afirmou que o processo não pode prosseguir sem o material solicitado.

“A defesa pediu essas provas em 12 de agosto de 2025. Recebemos apenas informações parciais. Isso é um absurdo”, disse Faucz.

Pronunciamento do pai da vítima

No fórum, Leniel Borel declarou que aguarda justiça há cinco anos.

“A condenação é o mínimo para aqueles dois monstros. Três pessoas entraram vivas no apartamento; depois, dois adultos e uma criança saíram mortos”, afirmou.

Detalhes do caso

Henry Borel, de 4 anos, morreu em 8 de março de 2021 no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca. O casal alegou acidente doméstico, mas laudo do Instituto Médico-Legal identificou 23 lesões, incluindo laceração hepática e hemorragia interna.

toms1046

Investigação da Polícia Civil concluiu que Henry sofria rotina de tortura praticada por Jairinho e que Monique tinha conhecimento das agressões.

Acusações e denúncia

Presos em abril de 2021, os réus foram denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Jairinho responde por homicídio qualificado; Monique, por homicídio por omissão de socorro.

Conforme a denúncia, em 8 de março de 2021 Jairinho provocou lesões que causaram a morte da criança, enquanto Monique omitiu-se do dever de protegê-la.

O MP aponta ainda três episódios de violência em fevereiro de 2021, nos quais Henry foi submetido a sofrimento físico e mental.

Para o assistente de acusação Cristiano Medina da Rocha, “não há dúvida alguma de que Jairo torturou de forma cruel o Henry Borel”.

Fonte: Agência Brasil

Publicidade
Compartilhe essa Notícia
Paulo Filho é contador e especialista em legislação tributária e direito empresarial. Com sólida atuação na área contábil e jurídica, colabora com portais de notícias trazendo análises sobre economia, finanças públicas, tributação e o impacto das decisões jurídicas no cotidiano dos cidadãos e das empresas.
Entre no Grupo de Notícias