Câncer de intestino: exames no SUS triplicam em 10 anos

República da Verdade
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Câncer de intestino – Um levantamento da campanha Março Azul indica que, entre 2016 e 2025, o número de exames de detecção precoce realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) quase triplicou no país.

Expansão dos testes

A pesquisa de sangue oculto nas fezes saltou de 1.146.998 para 3.336.561 procedimentos, um aumento de cerca de 190% em nove anos.

No mesmo intervalo, as colonoscopias passaram de 261.214 para 639.924 exames, crescimento aproximado de 145%.

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Distribuição regional em 2025

São Paulo liderou a realização de pesquisas de sangue oculto nas fezes, com 1.174.403 exames.

Minas Gerais registrou 693.289 testes e Santa Catarina, 310.391.

Os menores volumes apareceram no Amapá (1.356), Acre (1.558) e Roraima (2.984).

Conscientização acelera procura

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), Eduardo Guimarães Hourneaux, a mobilização de entidades médicas e ações educativas justificam a alta.

“A campanha Março Azul tem transformado o medo em atitude e esperança”, afirmou Hourneaux.

“A cada ano, mais pessoas deixam de adiar o cuidado com a saúde do intestino e procuram os serviços de saúde para realizar exames”, acrescentou o médico.

Ele destacou o envolvimento de gestores municipais, estaduais e federais, que iluminam prédios, organizam mutirões e levam a mensagem de prevenção às comunidades.

sus

Efeito de casos públicos

A campanha observa correlação entre a exposição de celebridades à doença e o aumento da procura por exames.

Após o diagnóstico da cantora Preta Gil, em 2023, e até a morte dela dois anos depois, o SUS registrou alta de 18% nas pesquisas de sangue oculto e de 23% nas colonoscopias.

Hourneaux citou ainda Chadwick Boseman e Roberto Dinamite como nomes que contribuíram para ampliar o debate sobre sintomas e tratamento.

Sobre a campanha

Promovida nacionalmente desde 2021, a Março Azul é organizada pela Sobed, pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG).

Na edição de 2026, conta com apoio da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), da Associação Médica Brasileira (AMB), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e de outras entidades.

Projeção de mortalidade

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que as mortes prematuras – antes dos 70 anos – por câncer de intestino tendem a crescer até 2030, impulsionadas pelo envelhecimento da população, maior incidência entre jovens, diagnóstico tardio e baixa cobertura de rastreamento.

Fonte: Agência Brasil

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