Clientes de instituições financeiras retiraram R$ 429,18 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro em dezembro do ano passado, informou o Banco Central (BC) nesta terça-feira (10).
Desde o início da operação, o Sistema de Valores a Receber (SVR) já devolveu R$ 13,35 bilhões a correntistas, mas ainda restam R$ 10,27 bilhões disponíveis para saque.
Como consultar
No site do BC, qualquer pessoa pode verificar se possui valores a receber informando CPF e data de nascimento, ou CNPJ e data de abertura da empresa, inclusive no caso de companhias já encerradas. Se houver saldo, é necessário acessar o sistema com conta Gov.br níveis prata ou ouro e autenticação em duas etapas para visualizar a quantia, a origem do recurso e a instituição responsável pelo pagamento.
Formas de resgate
O dinheiro pode ser retirado de três maneiras:
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- contato direto com a instituição que detém o valor;
- solicitação dentro do próprio SVR;
- adesão à solicitação automática, que credita o valor diretamente na conta do correntista. Essa opção é exclusiva para pessoas físicas com chave Pix do tipo CPF e não é obrigatória.
De onde vêm os valores
- contas-correntes ou poupanças encerradas;
- cotas de capital e rateio de sobras de ex-participantes de cooperativas de crédito;
- recursos não procurados de consórcios encerrados;
- tarifas ou parcelas cobradas indevidamente;
- contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas;
- contas de registro de corretoras e distribuidoras encerradas;
- outros valores mantidos pelas instituições para devolução.
Quem já sacou
Até o fim de dezembro, 37.064.451 beneficiários resgataram recursos, dos quais 33.246.064 são pessoas físicas e 3.818.387 pessoas jurídicas. Permanecem com saldo a retirar 54.620.452 correntistas, sendo 49.593.605 pessoas físicas e 5.026.847 empresas.
A maior parte dos beneficiários tem direito a pequenas quantias: 64,94% possuem valores de até R$ 10; 23,3% entre R$ 10,01 e R$ 100; 9,9% entre R$ 100,01 e R$ 1 mil; e apenas 1,87% têm mais de R$ 1 mil a receber.
Alerta contra golpes
O Banco Central reforça que todo o serviço é gratuito, não envia links nem faz contato para confirmar dados pessoais. O órgão orienta que nenhuma senha seja compartilhada e que ninguém está autorizado a solicitá-las.
Com informações de Agência Brasil
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