A Marinha batizou nesta sexta a Fragata Cunha Moreira, terceiro navio do programa que reequipa a Força Naval brasileira. Com quatro fragatas previstas no primeiro lote, o Brasil avança rumo à soberania nos mares.
A Marinha do Brasil lança nesta sexta-feira, 26 de junho de 2026, em Itajaí (SC), a Fragata F202 Cunha Moreira, terceira embarcação do Programa Classe Tamandaré. O evento marca uma nova etapa do plano de modernização da Força Naval, que prevê ao todo quatro navios no primeiro lote e outras unidades em cronograma posterior.
A Cunha Moreira integra o mesmo projeto que colocou em operação a Fragata F200 Tamandaré, incorporada em 24 de abril. Já a F201 Jerônimo de Albuquerque deverá iniciar testes de aceitação no mar nos próximos meses, enquanto a F203 Mariz e Barros tem lançamento estimado para 2027. No total, outros seis navios estão previstos, todos construídos no estaleiro catarinense administrado pela subsidiária brasileira do grupo alemão Thyssenkrupp.
O Programa Classe Tamandaré foi concebido para ampliar a segurança na chamada Amazônia Azul, faixa oceânica sob jurisdição do país, além de fortalecer a Base Industrial de Defesa nacional. As fragatas seguem padrões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), fator que possibilita interoperabilidade com marinhas aliadas em operações combinadas.
Cada navio possui radar de vigilância aérea e de superfície, sonar de casco, sistemas eletro-ópticos e infravermelhos, além de arquitetura stealth que reduz a assinatura no radar. Esses recursos aumentam a capacidade de detecção e de resposta a ameaças em diferentes ambientes, desde patrulhas costeiras a missões de escolta em mar aberto.
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Quanto ao armamento, a classe incorpora mísseis antinavio para ataques contra embarcações, mísseis antiaéreos de lançamento vertical destinados à defesa contra aeronaves, torpedos para combate submarino, um canhão de 76 mm de tiro rápido, metralhadoras de 12,7 mm e sistemas de autoproteção antimíssil. Segundo a Marinha, o conjunto garante emprego simultâneo em tarefas de guerra de superfície, antiaérea e antissubmarina.
O ciclo de produção de cada fragata abrange cinco fases: primeiro corte de chapa, batimento de quilha, lançamento, provas de mar e mostra de armamento. A cerimônia desta sexta-feira corresponde à terceira etapa, quando a embarcação é oficialmente batizada antes de seguir para testes técnicos fora do estaleiro, com militares e civis a bordo.
Com a Cunha Moreira, a Força Naval reforça sua presença no Atlântico Sul e na costa brasileira. A expectativa é de que a nova frota contribua para missões de patrulha, busca e salvamento, apoio humanitário e proteção de rotas comerciais, além de ampliar a capacidade de dissuasão do país.
O cronograma do programa prevê, ainda em 2026, a conclusão de módulos estruturais de futuras unidades, mantendo o objetivo de nacionalizar parte significativa dos sistemas de bordo e estimular a geração de empregos qualificados no setor naval.

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