A seleção brasileira terá pela frente um Japão em alta nas oitavas da Copa. Os asiáticos não perdem para europeus há oito anos e chegam motivados após empate com a Suécia.
O Brasil enfrentará o Japão nas oitavas de final da Copa do Mundo, na próxima segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), no NRG Stadium, em Houston. A definição do confronto ocorreu após o empate japonês por 1 a 1 com a Suécia, nesta quinta-feira (25), resultado que consolidou os asiáticos na segunda colocação do Grupo F.
Com o placar, a seleção nipônica ampliou uma marca singular: não perde para equipes europeias há oito anos, contabilizando partidas oficiais e amistosas. Desde a derrota para a Bélgica por 3 a 2, nas oitavas da Copa de 2018, foram onze confrontos, com oito vitórias e três empates.
Na atual edição do Mundial, o padrão se repetiu. Na estreia, o Japão arrancou um empate de 2 a 2 contra a Holanda; já contra a Suécia, repetiu o 1 a 1. Os números reforçam a consistência defensiva e a velocidade no contra-ataque que caracterizam o futebol japonês nesta década.
O retrospecto diante do Brasil, porém, é inverso. Em catorze duelos, os japoneses somam apenas uma vitória. O único triunfo ocorreu em 2025, em amistoso decidido por 3 a 2. Ainda assim, a equipe comandada por Hajime Moriyasu demonstra confiança.
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“Encaramos cada partida como uma final; manteremos essa mentalidade contra o Brasil”, afirmou o treinador após o duelo com os suecos.
Do lado brasileiro, a comissão técnica enfatiza respeito ao adversário, mas aposta na tradição verde-amarela em mata-matas.
“Eles chegam em boa fase, porém estudamos suas características e trabalharemos para neutralizar os pontos fortes”, declarou o auxiliar técnico Luiz Otávio.
Além da rivalidade em campo, o duelo marcará a estreia do formato de 16 avos de final, novidade desta Copa de 2026 que ampliou o número de seleções e a duração da fase eliminatória. A partida entre Brasil e Japão abrirá a segunda chave do novo mata-mata.
Entre as estatísticas de maior destaque, sobressai o ataque brasileiro, que encerrou a fase de grupos como o terceiro mais eficiente do torneio, com nove gols marcados. Já o Japão aparece entre as quatro seleções menos vazadas, com média inferior a um gol sofrido por jogo.
Independentemente do histórico, ambas as equipes entram pressionadas. O Brasil busca retomar a hegemonia após ficar fora das semifinais na edição de 2022, enquanto o Japão tenta ultrapassar as oitavas pela primeira vez. A expectativa, portanto, é de um confronto equilibrado, no qual detalhes técnicos e psicológicos podem definir o classificado às quartas.
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