Aramco retoma embarque em Ras Tanura após meses paralisada por conflito

Rafael Ramos
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O maior terminal petrolífero do Oriente Médio voltou a operar. A retomada impacta diretamente os preços globais do petróleo e pode aliviar pressões no bolso do brasileiro.

A Saudi Aramco retomou nesta sexta-feira, 26 de junho, o carregamento de petróleo no terminal de Ras Tanura, na costa do Golfo Pérsico. A estrutura, considerada o maior ponto de embarque de petróleo do Oriente Médio, estava paralisada desde 8 de março em razão do conflito armado que envolve Estados Unidos, Israel e Irã.

De acordo com registros de tráfego marítimo, dois navios-petroleiros já se encontram atracados para receber cargas de petróleo bruto, enquanto uma terceira embarcação permanece fundeada nas proximidades, aguardando autorização para atracar. Ras Tanura responde por mais de 80% das exportações de petróleo sauditas, segundo dados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

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A interrupção das operações ocorreu após uma série de ataques e ameaças iranianas contra instalações energéticas de países árabes. O governo de Teerã passou a mirar alvos estratégicos no Golfo Pérsico depois do início da guerra, em 28 de fevereiro, pressionando a logística regional e aumentando o custo do seguro para navios que trafegam na área.

Com o bloqueio intermitente à passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz, a Arábia Saudita transferiu parte de suas exportações para o porto de Yanbu, no Mar Vermelho. A alternativa, no entanto, apresentou capacidade limitada, o que reduziu o volume de barris enviados ao mercado internacional durante o período de paralisação.

Em janeiro, antes do início da guerra, o país produzia cerca de 10 milhões de barris por dia, consolidando-se como o segundo maior produtor global. A interrupção em Ras Tanura ampliou a volatilidade dos preços internacionais, uma vez que qualquer redução de oferta saudita impacta diretamente o equilíbrio entre oferta e demanda.

Autoridades sauditas não divulgaram previsões formais sobre o ritmo de normalização, mas fontes da indústria ouvidas sob condição de anonimato afirmaram que a expectativa é de que as cargas alcancem níveis regulares nos próximos dias, caso a segurança na região seja mantida.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.
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