Afastamento de Carlos Viana – Deputados do PT protocolaram no Congresso um pedido para retirar o senador Carlos Viana (Podemos-MG) da presidência da CPMI do INSS, alegando falta de isenção e conflito de interesses.
Motivos apontados pelos parlamentares
O grupo afirma que Viana mantém relações próximas com pessoas e entidades investigadas pela comissão, criada para apurar fraudes nos descontos aplicados a aposentados e pensionistas do INSS.
O requerimento menciona a Igreja Batista da Lagoinha, a Fundação Oásis, o pastor André Valadão, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o cunhado dele, Fabiano Zettel.
Emendas sob escrutínio do STF
Os deputados lembram que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino deu cinco dias para que Viana explique o repasse de R$ 3,6 milhões em emendas parlamentares à Fundação Oásis, apontada como braço social da Lagoinha e alvo das investigações da CPMI.
Ligações financeiras citadas no documento
O texto também destaca que Fabiano Zettel, ex-pastor da Lagoinha e atualmente preso, teria depositado R$ 3 milhões na conta do ex-presidente Jair Bolsonaro e R$ 2 milhões para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
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Outras acusações contra o presidente da CPMI
Os autores do pedido alegam que Viana defendeu publicamente Nikolas Ferreira em denúncias que envolvem Vorcaro e manipularia votos dentro da comissão, inclusive em sessão que analisou a quebra de sigilo de um dos filhos do presidente Lula (PT).
Reta final dos trabalhos
Assinam o requerimento os deputados Pedro Uczai (SC), Rogério Correia (MG), Alencar Santana (SP), Paulo Pimenta (RS) e Lindbergh Farias (RJ). Eles afirmam que, na fase de elaboração do relatório final e de possível prorrogação dos trabalhos, a permanência de Viana ameaça a credibilidade da CPMI e pedem uma nova eleição para escolher um presidente neutro.
Fonte: Jovem Pan
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