Acordo Mercosul-UE terá vigência provisória em 1º de maio de 2026

Robson Alves
3 Min Leitura

Acordo Mercosul-União Europeia – O governo brasileiro confirmou, nesta terça-feira (24 de março), que o tratado comercial entre Mercosul e União Europeia entrará em vigor provisoriamente em 1º de maio de 2026, após a conclusão dos trâmites internos e a troca de notificações formais entre as partes.

Procedimentos concluídos

Em nota conjunta, os Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informaram que, em 18 de março, Brasília comunicou à Comissão Europeia o término do processo de ratificação no país.

A resposta de Bruxelas foi enviada em 24 de março, cumprindo a exigência para a aplicação provisória.

Publicidade

Na última semana, o Congresso Nacional promulgou o acordo. Falta apenas o decreto de promulgação, etapa final para incorporar o texto ao ordenamento jurídico brasileiro.

Expectativas de integração

Após mais de duas décadas de negociação, o Executivo classifica o tratado como um dos projetos de integração econômica mais relevantes para o país, por ampliar o acesso de empresas brasileiras a um dos maiores mercados globais.

“O governo brasileiro reafirma seu compromisso com a plena implementação do Acordo Provisório de Comércio e seguirá trabalhando, em estreita coordenação com os demais Estados-Partes do Mercosul e com a União Europeia, para que seus benefícios se traduzam em crescimento, geração de empregos e desenvolvimento sustentável”, destacou a nota oficial.

Principais efeitos

Com a vigência provisória, o texto prevê:

Achados com desconto Publicidade
Os nomes -30%
Os nomes R$ 48,90 30% OFF Ver na Amazon

Preços vistos na Amazon em 10/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.

• Redução gradual de tarifas;
• Eliminação de barreiras comerciais;
• Maior previsibilidade regulatória.

A medida deve impulsionar exportações, atrair investimentos, integrar o Brasil às cadeias globais de valor e ampliar a oferta de produtos europeus no mercado interno.

Resistências no bloco europeu

Na última segunda-feira (23 de março), a União Europeia anunciou a mesma data de início da aplicação provisória. Ainda assim, o acordo enfrenta oposição dentro do bloco.

França, apoiada por Polônia, Irlanda e Áustria, teme impactos negativos no setor agrícola e criticou a pressa na implementação. Agricultores e ambientalistas europeus reforçam a resistência.

Já Alemanha e Espanha defendem o tratado, apontando oportunidades comerciais e estratégicas, como diversificação de fornecedores e acesso a recursos naturais.

O texto segue em análise no Tribunal de Justiça da União Europeia, etapa que pode postergar a entrada em vigor definitiva caso sejam identificadas incompatibilidades com normas do bloco.

Fonte: Agência Brasil

Publicidade
Compartilhe essa Notícia
Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.
Entre no Grupo de Notícias